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Corte de Haia

Recomeça em Haia julgamento de ex-presidente da Libéria

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O julgamento do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, foi retomado nesta segunda-feira (7/1) em Haia, na Holanda, na Corte Internacional de Crimes de Guerra. A volta aos trabalhos ocorre seis meses depois de ele ter boicotado a primeira audiência, em que demitiu, na frente de juízes e mídia, aos berros, o seu advogado. As informações são do site Findlaw.

Taylor, de 59 anos de idade, é acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Ele responde por assassinatos, estupros e mutilação de milhares de pessoas na guerra civil de dez anos em Serra Leoa, terminada em 2003. O julgamento foca-se em 11 acusações de assassinato e arregimentação de soldados menores de idade.

A primeira testemunha a depor nesta segunda-feira foi Ian Smillie, um canadense especialista em negociar diamantes no mercado negro. Ele disse a três juízes que “esses diamantes de sangue alimentaram toda a guerra de Serra Leoa”. Smillie é uma das 144 testemunhas da promotoria. Estima-se que o julgamento acabe apenas em 2010, levando-se em conta os recursos das partes.

Taylor receberá nada menos que US$ 100 mil por mês da Corte de Haia para contratar advogados de defesa. O tribunal o considerou “mendigo e indigente”, sem condições de se defender. Taylor também receberá US$ 50 mil para que mantenha escritórios de advocacia em Haia, Serra Leoa e Libéria. Tais valores representam quase três vezes mais que a quantia gasta em outras cortes semelhantes. Também é quase duas vezes mais do que foi gasto para defender Slobodan Milosevic, no caso dos crimes contra a humanidade de que foi acusado na antiga Iugoslávia.




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Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2008, 18h57

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