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Violência no Rio

Policiais suspeitos de torturar equipe de O Dia são presos

A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu, nessa quinta-feira (11/12), quatro suspeitos de terem participado do seqüestro e tortura de uma jornalista, um fotógrafo e um motorista do jornal O Dia, em maio deste ano na favela do Batan. A operação da PM mobilizou 80 agentes.

A equipe do jornal O Dia se infiltrou na favela para fazer uma reportagem. Quando descobertos, foram seqüestrados e torturados durante sete horas. Os dois suspeitos de chefiar a milícia do Batan, o inspetor da Polícia Civil Odnei Fernando da Silva ("Dinei" ou "Zero Um") e Davi Liberato de Araújo ("Zero Dois") já haviam sido presos em junho.

Na operação da Polícia, foram presos outros acusados, três deles policiais militares: Fábio Gonçalves Soares (conhecido como "Fabinho Catiri"), Marcos Antônio Alves da Silva ("Marcos do Bope") e André Luiz de Mattos ("Cocada"). O quarto homem foi identificado como Nilson Bueno ("Nilson Faustão").

Entre os objetos apreendidos na operação, constava uma camisa com o símbolo do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais, a unidade de elite da Polícia Militar do Estado do Rio). Os quatro deverão responder pelo crime de “formação de quadrilha armada”. A Polícia ainda suspeita de outros quatro policiais militares.

A ONG internacional Repórteres sem Fronteiras considerou a operação da polícia um progresso significativo para a resolução do caso. "Esperamos que, dentro em breve, o julgamento permita esclarecer as circunstâncias deste drama e apurar todas as responsabilidades. Essa investigação deve servir como exemplo na luta contra a impunidade. Por outro lado, vem confirmar a existência de graves excessos na atuação das unidades de Polícia, que exigem uma resposta de grande envergadura", declarou a ONG.

Revista Consultor Jurídico, 12 de dezembro de 2008, 20h34

Comentários de leitores

1 comentário

A existência das milícias é um caso grave de pr...

silvagv (Outro)

A existência das milícias é um caso grave de progresso do crime organizado. A tortura não se restringe apenas aos jornalistas. As milícias e os traficantes têm matado, torturado e mutilado pessoas dessas comunidades, mas nem sempre isso é de conhecimento público. Parece que ainda estamos longe de uma solução para esse velho problema...

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