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Despreparo policial

OAB-DF diz que morte de torcedor mostra incompetência da polícia

O advogado Ibaneis Rocha, vice-presidente da OAB do Distrito Federal, afirmou nesta quinta-feira (11/12) que a morte do torcedor do São Paulo, Nilton César de Jesus, 26 anos, é mais uma “demonstração patente da incompetência da Polícia Militar do Distrito Federal”.

Jesus morreu na manhã de quinta-feira. O são-paulino foi baleado na cabeça no domingo (7/12), antes do jogo entre Goiás e São Paulo pela última rodada do Campeonato Brasileiro, na cidade satélite do Gama (DF). Jesus, integrante de uma torcida organizada do São Paulo, seguiu de ônibus da capital paulista para o Gama, exclusivamente para assistir a partida.

Para o advogado, o governador de Brasília, José Roberto Arruda (DEM), já deveria ter exonerado o secretário de Segurança, Valmir Lemos, e o comandante da PM-DF em exercício, José Carlos Pina Figueiredo. Só desse modo, diz Ibaneis Rocha, o governo demonstraria que “não compactua com esse brutal assassinato do torcedor”.

O sargento José Luiz Carvalho Barreto atingiu a cabeça do torcedor quando sua arma disparou no momento em que dava uma coronhada na cabeça dele.

O policial foi levado para um presídio militar, mas foi libertado por decisão da Justiça. Barreto, que segundo a corporação, não havia apresentado problemas em 20 anos de serviço, irá responder a dois inquéritos, na PM-DF e na 14ª DP do Gama. A primeira sindicância interna, da Polícia Civil, onde o sargento irá responder por homicídio doloso qualificado, será divulgada em 30 dias. Posteriormente, a PM divulgará sindicância interna 30 dias depois.

O Ministério Público do Distrito Federal descartou a possibilidade de o sargento José Luiz de Carvalho responder por tentativa de homicídio doloso (com intenção de matar). Segundo o promotor de Justiça Paulo Gomes, as imagens mostram que o tiro foi acidental.

Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2008, 19h26

Comentários de leitores

14 comentários

há sim detalhe, não concordo com a polícia send...

Pedro (Oficial da Polícia Militar)

há sim detalhe, não concordo com a polícia sendo militar, mas será que ela sendo civil, vão aceitar trabalhar horas e horas sem ganhar hora extra, ser convocado de madrugada para manifestações de Movimentos sindicais e etc sem ganhar nada a mais, ou como se justificam os casos de que não existe polícia civil nos altos rincões da Amazonia porque a situação lá é inóspita e um cabo da PM é o delegado em várias cidades, ou ainda no Piaui cidades onde SD´s da PM são delegados por que os policiais civis não querem sair da capital, mas a melhor de todas que tal uma unificação da PM com a Polícia Civil e logo em seguida uma greve de ambas. Legal bandidos a solta estuprando e matando nossas familias e etc., porque quando a Polícia Civil Faz Greve praticamente nada acontece mas quando acontece esporadicamente da PM fazer greve (Bahia, tocantins e etc..) segura meu filho que é o seu que fica na reta! a sociedade não enxerga que se não fosse as PM´s este pais das bananas nem existiria!

O policial teve uma atitude deplorável e eu con...

Pedro (Oficial da Polícia Militar)

O policial teve uma atitude deplorável e eu concordo que deva ser punido, mas isto não representa toda a Polícia Militar, como alguns fazem questão de associar, coloquem políciais civis pra fazer o policiamento nas ruas do brasil e vão ver coisas muito piores. o problema é que a criminalidade está a niveis assustadores por conta da falta de investigação e punição dos criminosos (num chega a 2% os casos investigados que chegam aos fórums e destes pela péssima investigação pouquissimos apresentam provas contundentes),isto gera impunidade e mais criminalidade que estoura na mão dos PM´s. Agora que ele excedeu-se é notorio ceifou uma vida, mas se os torcedores não tivessem atirado pedras nos policiais será que haveria tal tragédia?? não justifica, mas esclarece duas facetas a do bem e a do mal. Aqui está meu direito de expressão como cidadão é minha opinião!

isto chama-se ditadura dos bachareis

Pedro (Oficial da Polícia Militar)

isto chama-se ditadura dos bachareis

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