Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Talão desviado

Ex-policiais são condenados por furto de cheques

A 2ª Turma especializada do Tribunal Regional Federal  da 2ª Região manteve a condenação de ex-policiais, acusados de furtar, durante a Operação Rudis, da Polícia Federal, um talão de cheques, pertencente ao Clube Privé Cinco Estrelas, onde se praticavam rinhas de galo. Marcos Rocha, Ivan Maués, Fábio Marot Kair, André Campos, Adilson Albi, Marcel Hamada e Clóvis Barrouin também são acusados de formação de quadrilha, receptação e coação. Três deles respondem, ainda, por peculato.

Com a decisão, apenas as condenações dos réus André, Adilson, Marcel e Clóvis foram modificadas. O desembargador federal Messod Azulay entendeu que, por eles terem sido condenados apenas pelo crime de formação de quadrilha, "não há dados desfavoráveis aos réus que autorizem a fixação da pena-base acima do mínimo legal". Assim, foi reduzida a pena para um ano e seis meses de prisão, convertida em restritiva de direitos.

De acordo com os autos, em outubro de 2004, a Polícia Federal desencadeou a Operação Rudis, que prendeu diversas pessoas. Dentre elas, o publicitário Duda Mendonça, no Clube Prive, onde aconteciam rinhas de galo. Quatro policiais foram acusados de furtar um talão de cheques do clube, com todas as folhas assinadas. Alguns foram descontados, somando R$ 15,7 mil.

Ao perceber que o talonário, acautelado no Judiciário, vinha sendo descontado, a administração do clube pediu a sustação dos cheques. As investigações, segundo os autos, levaram à descoberta de um esquema criminoso.

De acordo com a denúncia do MPF, um dos policiais usava a própria sede da PF para fazer negócios com traficantes. Drogas apreendidas e levadas para o depósito eram depois retiradas do cofre e levadas até um sítio na zona oeste do Rio de Janeiro. Depois, a droga era "batizada", ou seja, seu volume era multiplicado com o acréscimo de substâncias. Os envolvidos no esquema devolviam à PF o produto adulterado para não levantar suspeitas. O restante que não voltava para o cofre servia para abastecer o tráfico. Conforme os autos, o desvio foi descoberto por uma comissão de auditoria da própria PF, formada depois da Operação Caravelas, da Polícia Federal.

Para o desembargador federal Messod Azulay, as provas não deixam dúvidas quanto à materialidade e autoria dos crimes. Segundo ele, elas se harmonizam "numa verdadeira e aterrorizante cadeia de fatos entrelaçados entre si, criando um cenário cinzento para a instituição da Polícia Federal, de descrédito e desesperança e cujos protagonistas muito mais se assemelhariam a membros de uma organização criminosa versátil".

Processo 2005.51.01.501.662-2

Revista Consultor Jurídico, 11 de abril de 2008, 18h49

Comentários de leitores

2 comentários

Parece aquele seriado americano, The Shild. ...

Paulo (Outros)

Parece aquele seriado americano, The Shild. Nele, policiais organizam um esquema de apreensao e venda de cocaina, enquanto matam traficantes rivais. "se voce fizer mais coisas boas do que ruins em um dia, valeu a pena".. esse era o lema. Boa serie.

Só rindo. Os réus Marcos Rocha, Ivan Maués, Fáb...

João (Outros)

Só rindo. Os réus Marcos Rocha, Ivan Maués, Fábio Marot Kair e Clóvis Barrouin são tecnicamente primários. Todavia esses réus, juntamente com um ou alguns dos demais arrolados acima respondem a outras ações penais. O furto dos cheques foi descoberto no curso de investigação nascida na Operação Caravelas, quando a Polícia Federal deu falta de aproximadamente dois milhões de reais. Pois bem. OS inocentes acima participaram do furto dos cheques, do furto dos dois milhões e do furto de cocaína. Marcos Rocha e Fabio kair também respondem por homicídio. Salvo engano existe um outro fato criminoso que não lembro e que é creditado à nobilíssima equipe acima. O ilustrado relator sabe disso, pois em cada processo consta cópia da delação de Fábio Kair, na qual narra todos os fatos. Logo, interpretar que essa cangalha é inocente, nao possui qualquer dado desabonador, é dizer que o POVO É TROUXA.ESCREVO ISSO PARA TENTAR SOMAR E CHEGAR A UM TOTAL SUFICIENTE DE BASTA A ERROS JUDICIÁRIOS GRITANTES.....

Comentários encerrados em 19/04/2008.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.