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Clamor público

Justiça decreta prisão do pai e da madrasta da menina Isabella

A Justiça acatou, no início da noite desta quarta-feira (2/4), o pedido de prisão temporária feito pela Polícia e pelo Ministério Público contra o consultor jurídico Alexandre Nardoni, de 29 anos, e sua mulher Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos. Com essa decisão, o delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º Distrito Policial, passa a considerar os dois como suspeitos de assassinar a garota Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos.

A menina morreu no domingo (30/3), depois de ser arremessada da janela do apartamento onde seu pai morava com a mulher e outros dois filhos, do segundo casamento. Eles deverão ficar presos por 30 dias. As informações são da Agência Estado.

Também foi decretado segredo de Justiça no caso. A polícia acredita que a garota morreu depois de ser jogada da janela. Na terça-feira (1º/4), o delegado pediu ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar os registros das ligações feitas pelo casal e por moradores do prédio após a queda da menina. Por enquanto, a Polícia colhe provas periciais para reforçar o inquérito. Na busca por novos indícios, os peritos criminais devem voltar ao apartamento.

Seis pessoas já prestaram depoimento sobre o caso. Dois vizinhos do casal disseram ter ouvido gritos de “Pára, pai! Pára, pai!” momentos antes de o corpo de Isabella ser encontrado. Mas, segundo o delegado, eles não souberam dizer se os gritos eram da menina.

Os advogados de Nardoni, Ricardo Martins e Rogério de Souza, contestam a versão das testemunhas. “A fala é interpretativa. A pessoa que está em situação de risco fala ‘Pára!’, ‘Pára!’, e chama o pai. ‘Pai!’, ‘Pára!’, ‘Pai!’”, disse Martins. O advogado afirmou também que Nardoni e a atual mulher, com quem tem dois filhos (um de 3 anos e outro de 10 meses), estão abalados com a morte de Isabella.

“Todos são inocentes e irão provar. Dias antes do fato, Ana Carolina perdeu as chaves do apartamento. Posso provar que ela perdeu as chaves porque tenho uma testemunha que vai aparecer no momento oportuno”, declarou o advogado.

De acordo com peritos do Instituto Médico-Legal, há sinais no corpo da menina Isabella que sugerem uma tentativa de asfixia. Uma mancha no pulmão e no coração, dizem, é “compatível com sufocamento pela boca ou narina ou ainda esganadura”.

Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2008, 20h48

Comentários de leitores

24 comentários

É engraçado que os suspeitos (pai e madrasta), ...

Washington Rodrigues de Oliveira (Advogado Autônomo - Civil)

É engraçado que os suspeitos (pai e madrasta), já não são mais suspeitos: são criminosos!! Pelo jeito a presunção de inocência já virou peça de ficção. Julga-se e condena-se apenas com base no que se vê no Ratinho ou no quê se lê no "Notícias Populares". Tudo isso tendo em vista que o presente órgão é dirigido aos profissionais de direito. Imagine-se, agora, o teor das conversas efetuadas nos bares e botequins? Se bem que aqui como lá, a maioria não pretende ver os fatos à luz do direito, mas, apenas e tão somente, verberar sua ira contra tudo e contra todos. Condene-se! Depois julguemos.

E apenas um comentário a mais: Você sabia ...

Richard Smith (Consultor)

E apenas um comentário a mais: Você sabia que a Inquisição foi a responsável pela introdução dos princípios do contraditório e da ampla defesa no processo, em substituição ao então vigente ordálio? Então, ao contrário do que você afirmou, trata-se de legalidade sim e não de religiosidade.

Caro José Leandro: Um dos erros mais comet...

Richard Smith (Consultor)

Caro José Leandro: Um dos erros mais cometidos na chamada análise histórica é o de julgar fatos passado desencaixados do seu contexto de então. Daqui a duzentos anos, possivelmente, haverá um enorme pasmo em como poderia haver, no século XXI, uma paga chamada salário mínimo, que não dava para as despesas de sustento de uma família média. No entanto é a renda total de muitas famílias. E legalmente estabelecida e socialmente aceita. Na Idade Média, pouco conhecida e considerada atualmente com muitos preconceitos, a vivência religiosa e o anelamento entre a autoridade civil e a religiosa eram muito mais intensas do que atualmente. Neste diapasão, as heresias feriam o tecido social muito mais do que hoje em dia e geravam revolta por parte da população a exigir providências do poder constituido. Mencione-se por exemplo a heresia dos Cátaros (= puros) ou Albigenses que pregavam o dualismo maniqueu e rejeitavam a matéria, por ser de orígem demoníaca. Eram contra as leis humanas, contra o casamento e contra a reprodução, pelo mesmo motivo. Ou seja, uma doutrina eminentemente contra a Família, contra a Sociedade e contra o Estado. Depois, os ordenamentos jurídicos de todos os estados, autoritários ou não, sempre capitularam crimes contra os costumes e contra a moral, - que podem constituir-se em delitos muito mais danosos à Sociedade do que "simples" roubso e homicídios. O que temos hoje em dia é um relativismo, pregado e exercido de forma absoluta e que acabou por gerar uma quase completa inversão de valores.

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