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Caso dos Correios

PF indicia Roberto Jefferson por formação de quadrilha

O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, foi indiciado pelo crime de formação de quadrilha, no inquérito que apura irregularidades na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Ele depôs nesta quarta-feira (21/3) na sede da Polícia Federal em Brasília. A informação foi confirmada pela assessoria da PF, informa a Agência Brasil.

A existência de um esquema de corrupção nos Correios, envolvendo comissões sobre contratos e licitações da empresa, a partir de funcionários indicados pelo PTB e outros partidos da base do governo, começou a ser investigada em maio de 2005.

Um vídeo divulgado pela imprensa mostrava o então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, apontando Jefferson como um dos mentores do esquema. No vídeo, Marinho recebia propina de R$ 3 mil para favorecer a empresa de Arthur Wascheck Neto em processo de licitação. O próprio empresário foi apontado como um dos mandantes da gravação.

Na gravação, Marinho citava o nome do ex-diretor de Administração dos Correios, Antônio Osório Menezes Batista, que foi indicado ao cargo pelo PTB, e afirmava que o esquema de favorecimento nas licitações era controlado pelo partido. Depois que o escândalo veio à tona, Jefferson denunciou a existência do “mensalão”, valor que seria pago periodicamente a parlamentares em troca da aprovação de projetos de interesse do governo.

À Agência Estado, o ex-deputado atribuiu o indiciamento ao lançamento de seu livro Nervos de Aço. Nele, Roberto Jefferson detalha o que chama de aparelhamento dos órgãos públicos pelos partidos da base aliada do governo. “Fui indiciado com base no livro que escrevi. Foi a mando do boboca do Bruno Aciolli, um garoto de recados do PT”, disse. Acciolli é um dos procuradores da República que acompanham as investigações junto com a PF.

Jefferson declarou-se “injustiçado” e “vítima do marketing policial” do governo Lula. “É muito triste. Foi uma acusação subjetiva”, disse.

Repúdio

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) publicou nota de desagravo a Acciolli. Lamentou e reprovou “o tom deselegante” com que Roberto Jefferson se referiu a ele. Para a ANPR, O ex-deputado extrapolou os limites do direito de crítica e ofendeu a honra do procurador da República.

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2007, 18h56

Comentários de leitores

7 comentários

Realmente o deputado Roberto Jefferson não é fl...

nimim (Outros)

Realmente o deputado Roberto Jefferson não é flor que se cheire e todos sabemos que suas denuncias relativas ao mensalão foram decorrêntes um desentendimento pessoal com o ex ministro e atual "despachante" José Dirceu. Contudo, temos que reconhecer seu profundo conhecimento dos meandros do poder. No seu depoimento à CPI do mensalão (que acompanhei ao vivo pela TV), em resposta a uma pergunta da deputada Denise Brossard, afirmou basicamente o seguinte: a) É fato corriqueiro em todos os governos o loteamento da adminístração pública entre os partidos politicos que se servem disso para "captar fundos para as campanhas futuras" b) Quando escandalos de grandes dimensões se tornam públicos, os líderes de partidos se reunem e de comum acordo escolhem 2 ou 3 bodes expiatorios que deverão ser punidos, como forma de dar uma satisfação à sociedade. ( citou como exemplo o caso dos anões do orçamento). c) Que o escando do mensalão não teria tratamento e desfecho diferente do que foi dito na alinea anterior. Para que se cumpram as "profecias" do dito cujo, só falta mesmo a absolvição dos quadrilheiros no STF.

Mas se gritar "pega ladrão", não fica um, meu i...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Mas se gritar "pega ladrão", não fica um, meu irmão. Esta é a vinheta do Gongresso Nacional. O autor tem direitos a merecidos royalites(?).

Até onde sei, o ex-deputado não devia ser pun...

tyba (Advogado Autônomo - Empresarial)

Até onde sei, o ex-deputado não devia ser punido por formar quadrilhas. E sim, embora as integrasse, premiado por delatá-las.

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