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Modelo eleitoral

TV Cultura estréia série de documentários sobre eleições de 2006

A TV Cultura começam a exibir, nesta quinta-feira, às 20h40, uma série de cinco documentários sobre as eleições do ano passado. A série Eleições 2006: A construção da democracia, lembra os dez anos da votação eletrônica no país, registra bastidores do processo eleitoral e mostra por que o sistema eleitoral brasileiro se tornou referência para outros países. Um modelo capaz de totalizar mais de 85 milhões de votos em pouco mais de duas horas de apuração.

O primeiro documentário enfoca os dez anos de uso da urna eletrônica no Brasil. Em 1996, estréia das máquinas, o voto eletrônico alcançou 32,4% da população: 32.478.153 dos 100.169.609 aptos a votar. Somente a partir do pleito municipal de 2000, a urna chegou a todos os brasileiros.

Com depoimentos de eleitores e técnicos, a produção lembra como era antes, com o uso das cédulas, e como ficou depois, com a votação eletrônica. De 1986, ano do recadastramento, a 2006, tempo das urnas com leitor biométrico, profissionais da Justiça Eleitoral relatam suas experiências ao longo desses dez anos e comentam os resultados alcançados.

72 horas

O vídeo 72 horas, que integra a série, mostra o que acontece nesse período precedente ao dia da votação. Com depoimentos de eleitores, o vídeo reproduz cada ato executado entre sexta-feira e domingo. Despontam curiosidades, como o transporte das urnas até rincões do Brasil e a determinação de uma gestante, presidente de uma seção eleitoral no interior de Minas Gerais.

Na sexta, vê-se o trabalho de fiscalização da propaganda eleitoral nas ruas de diversas cidades brasileiras. No sábado, há o transporte e a entrega das urnas, a Votação Paralela (de combate às fraudes) e o envio de forças federais para reforçar a segurança. No domingo, acompanham-se os trabalhos de uma seção, desde a abertura até o encerramento, incluindo a substituição de urnas defeituosas. O resultado final foi divulgado pelo presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, às 19h30: um recorde, quando 4.900 votos foram totalizados por segundo.

Balanço 2006

Outro vídeo que faz parte da série é a produção Balanço 2006, que avalia a atuação da Justiça Eleitoral no ano passado. Depoimentos de eleitores e de servidores constroem um panorama da instituição, que tem as atividades comparadas às de uma empresa, preocupada em satisfazer os quase 126 milhões de clientes: o eleitorado brasileiro.

O vídeo mostra que após os escândalos que marcaram o país entre 2005 e 2006, endureceu o discurso da Justiça Eleitoral. A aprovação da minirreforma eleitoral, por exemplo, proibiu a distribuição de brindes e os showmícios. A campanha “Vota Brasil 2006” buscou conscientizar o eleitor e obteve, como resultado, a diminuição do número de votos nulos.

Justiça eleitoral

Em outro documentário, intitulado Justiça eleitoral, uma professora fala com os alunos sobre o papel da instituição, momentos antes da eleição para representantes de turma. O vídeo também recorre à história do Brasil para acompanhar o voto de um descendente da família Real, em Petrópolis (RJ), e as eleições na pequena cidade de Marechal Deodoro, em Alagoas, terra natal do primeiro presidente da República.

A produção explica a atuação da Justiça Eleitoral, desde a preparação até a realização das eleições, e também mostra o que ela faz em anos não eleitorais, retratando as atividades do TSE, dos Tribunais Regionais e dos cartórios eleitorais.

Making of 2006

Essa produção retrata os bastidores do processo eleitoral de 2006, como um making of das eleições, e tem como foco as campanhas de comunicação desenvolvidas pela Justiça Eleitoral.

Do discurso de posse do ministro Marco Aurélio na Presidência do TSE, em maio de 2006, à divulgação do resultado final da eleição, em tempo recorde, o vídeo mostra também a concepção da campanha Vota Brasil 2006, bastidores de alguns VTs, as campanhas convocando mesários voluntários e o agradecimento da Justiça Eleitoral à população brasileira.

Também são lembradas a atuação da imprensa, a instalação do Centro de Divulgação das Eleições em Brasília e a criação do Centro de Divulgação virtual, que atende veículos de todas as regiões do país.

Revista Consultor Jurídico, 24 de maio de 2007, 17h48

Comentários de leitores

3 comentários

É forçar a barra se chamar de documentário a es...

Leamartine (Industrial)

É forçar a barra se chamar de documentário a esta série de 5 filmes de propaganda institucional do TSE que a TV Cultura resolveu apresentar . É simples propaganda que o TSE produziu com o seu, o meu, o nosso dinheiro, e que passa longe de mostrar a verdade sobre o voto eletrônico inauditável que estabeleceu no Brasil.

Não é possível que o povo brasileiro continuará...

Jura (Jornalista)

Não é possível que o povo brasileiro continuará sendo tão mal informado sobre o voto eletrônico, desta vez pela própria TV do Estado, que leva o apelido de Cultura. Enquanto no Congresso americano tramita um projeto de Lei para tornar obrigatório o arquivamento de votos impressos conferidos pelo eleitor, aqui no Brasil somos obrigados a aturar a ladainha de que nossas eleições são um exemplo mundial, quando na realidade são uma vergonha para a democracia. Quem quiser saber a verdade sobre o voto eletrônico no Brasil precisa ler a imprensa estrangeira - como vários editoriais NY Times - e ouvir a Eletronic Frontier Foundation (www.eff.org). Ou acompanhar o site www.votoseguro.org, aqui mesmo, no Brasil. Só não lê quem não quer.

A Justiça Eleitoral está pondo viseiras na popu...

Leamartine (Industrial)

A Justiça Eleitoral está pondo viseiras na população brasileira. Alega que a Urna Eletrônica não identifica o voto do eleitor, mas, se nega a entregar os arquivos dos votos de Alagoas para que os fiscais não identifiquem os votos dos eleitores e, da mesma forma, continua alegando que as Urnas são confiáveis e que não precisam do voto impresso para garantir a integridade do voto. Se fizermos uma analogia entre a primeira declaração e a segunda, teremos de pô-las no mesmo balaio, ou seja, as duas mostram-se frageis diante da necessidade inconteste de que, nem a segurança de que o voto seja secreto e de que, nem a garantia de que o voto dos eleitores sejam respeitados está plenamente garantido, tanto é, que nos EUA, as Urnas possuem o voto impresso e, na Venezuela, o Eleitor não pode ser identificado no mesmo equipamento em que digita seu voto.

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