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Acordo negado

PF recusa proposta de parcelamento de reajuste do governo

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Após ter cancelado a greve que seria feita às vésperas da visita do Papa Bento XVI, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e representantes das outras entidades de classe do Departamento de Polícia Federal se reuniram nesta terça-feira (8/5), às 17h, com representantes do ministério do Planejamento.

Os representantes do governo federal apresentaram a proposta de reajuste salarial aos policiais federais. O governo ofereceu a segunda parcela do reajuste salarial dividida em três vezes: a primeira em 2008, a segunda em 2009 e a terceira em 2010.

A Fenapef e as outras entidades rechaçaram a proposta do governo e, na mesma reunião, apresentaram uma contraproposta, também dividida em três vezes. A primeira parcela retroativa a janeiro; a segunda no mês de maio deste ano e a última em janeiro de 2008. As entidades sindicais e o governo devem retomar a negociação na próxima sexta ou na segunda-feira (14/5).

No último encontro entre governo e policiais, os técnicos do Ministério da Justiça reconheceram o compromisso assumido com os policiais federais em 2006 que dividia a recomposição salarial em duas parcelas.

O presidente da Fenapef, Marcos Vinício Wink, ressalta que os sindicatos deram um voto de confiança ao governo ao cancelarem a paralisação desta segunda e terça-feira. “Esperamos sair do encontro com uma proposta concreta do governo”, disse o presidente. Segundo ele, os policiais federais mantiveram o restante do calendário de mobilização. No decorrer do mês de maio, conforme as negociações avançarem, ele será avaliado.

Os agentes federais já estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 9 de maio de 2007, 0h01

Comentários de leitores

2 comentários

Nem as Casas Bahia dividem em tanto tempo! Iss...

Mauri (Funcionário público)

Nem as Casas Bahia dividem em tanto tempo! Isso para mim já prova que não há esse negócio da PF ser ferramenta desse governo. Ninguém trata um "aliado" tão mal assim.

Essa proposta do governo, em dívida com a PF, é...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Essa proposta do governo, em dívida com a PF, é um ardil fora do controle.Já estão devendo e ainda querem parcelar a dívida em três vezes, durante três anos ! Nunca vi isso na vida. Esse pessoal do Governo está achando que está lidando com palhaço ou algo que se valha ? Se a moda pegar esse país irá eternamente à falência; se um dia eu propusesse uma oferta dessas no mundo privado, certamente meus credores me mandariam para aquele lugar... até aí os policiais da PF estão demonstrando absoluta elegância. Mas é isso que eu acho ! Chega de politicagem barata, bla, bla, bla, e paguem a seus homens o que lhes devem de uma vez. Otavio Augusto Rossi Vieira, 40 advogado criminal em Sao Paulo.

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