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Vítima do ofício

Morto repórter que denunciou abuso sexual em Porto Ferreira

O jornalista Luiz Carlos Barbon, 37, foi assassinado com dois tiros na noite deste sábado (5/5) em Porto Ferreira (SP). O jornalista ganhou notoriedade nacional ao acusar um grupo de vereadores, políticos e empresários de sua cidade de exploração sexual de menores.

A informação, confirmada pelo Comando da Polícia Militar em Porto Ferreira é da Folha Online.

Barbon foi morto por volta das 21h no Bar das Araras, que fica próximo à rodoviária da cidade. Segundo testemunhas, dois homens vestidos com roupas pretas e encapuzados chegaram ao bar em uma moto. Segundo a PM, o homem que estava na garupa desceu da moto, se aproximou do jornalista e disparou dois tiros à queima roupa. O jornalista, atingido na perna e no abdômen, ainda foi levado ao Pronto Socorro, mas não resistiu.

A reportagem em que denunciou o esquema de exploração sexual de meninas adolescentes por pessoas influentes na cidade, publicadas no Jornal Realidade de Porto Ferreira, valeu para Barbon a indicação para a final do Prêmio Esso de Jornalismo, categoria Interior, em 2003.

A polícia, que não tem pistas dos assassinos, acredita que a morte do jornalista pode ter sido encomendada. Mesmo estando acompanhado de amigos, no bar, Barbon foi o único atingido pelos tiros.

Barbon será enterrado neste domingo (6/5) no cemitério municipal de Tambaú (SP), sua cidade natal.

Revista Consultor Jurídico, 6 de maio de 2007, 17h51

Comentários de leitores

9 comentários

Senhores, todos àqueles que se posicionar contr...

LUCIANO (Servidor)

Senhores, todos àqueles que se posicionar contra o crime, também se posiciona contra Justiça.O exemplo foi as recentes notícias "Ministro é preso em operação" e aínda diz: eu nego, eu nego. Que exemplo de combate a criminalidade!

Ele morreu, mataram, porque a impúnidade é efic...

LUCIANO (Servidor)

Ele morreu, mataram, porque a impúnidade é eficaz no Brasil.

Caro Luismar, Tais luminares, que preemi...

tyba (Advogado Autônomo - Empresarial)

Caro Luismar, Tais luminares, que preeminência jurídica poucos deles têm (a Operação Hurricane mostrou como são obtidas certas decisões), nada mais fazem do que vender seu peixe. Escrevem para o público-alvo: advogados do interior, quadrilhas que volta e meia precisam de um novo patrono, e famosos eventualmente metidos em enrascadas. Às vezes, cismam de afagar desembargadores e ministros. É compreensível a defesa extra-autos de bandido feita por criminalistas. Até porque, a rigor, o que eles defendem é o próprio nome. Tenho uma amiga que sente orgasmos quando consegue a absolvição de criminosos importantes. Se o amigo quer saber, no lugar dos colegas bem-sucedidos faríamos a mesma coisa. Vaidade e remuneração honesta movem o mundo. Agora, também não precisam exagerar. Recentemente, um notável declarou que “bandido não consulta o Código Penal na hora de cometer o crime”. Ora, doutor, não consulta porque conhece os códigos de cor. Os bandidos estão mais bem informados sobre leis penais que muitos advogados. Tanto que, depois do ECA, passaram a arregimentar menores para a linha de frente. Penas altas e endurecimento do regime carcerário inibem a criminalidade, sim. Principalmente se forem associados à rapidez processual. A lei custo-benefício está intuitivamente na cabeça até de crianças. Aprecio seus comentários. O amigo faz a linha independente. Não rasteja aos pés do Judiciário, embora o respeite, é severo com a malandragem e se contrapõe aos articulistas falaciosos ou devaneadores. Abraços.

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