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Vôo 3054

Leia denúncia em que MPF pede fechamento de Congonhas

O Ministério Público Federal de São Paulo pediu o fechamento total do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. A Ação Civil Público pedindo a interrupção das operações no aeroporto foi entregue na Justiça Federal de São Paulo nesta quarta-feira (18/7).

O MPF quer a paralisação do aeroporto até que sejam confirmadas as condições de segurança. A confirmação deverá ser por perícia feita por entidade independente do governo. As autoridades da aeronáutica devem também garantir a segurança como procedimento investigativo nos termos da legislação (artigo 86 da lei 7.565/86 — Código da aeronáutica), pede o MPF.

A ação foi distribuída ao juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara da Justiça Federal. A Infraero e a Anac deverão ser intimadas. A ação é assinada pelos procuradores da República Fernanda Teixeira Souza Domingos Taubemblatt, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo e Suzana Fairbanks Lima de Oliveira.

“A Procuradoria da República em São Paulo não tem condições de precisar, no presente momento, como todos os demais envolvidos, as razões do acidente e eventuais causas para o incremento da extensão dos danos”, diz nota dos procuradores.

Para o MPF, “essa medida judicial [o fechamento do aeroporto] não impede outras, inclusive para se discutir a vocação do Aeroporto de Congonhas, seus limites e riscos estruturais, ademais dos excessos de uso que hoje se mostram presentes. A iniciativa vem na esteira de uma primeira já tomada no início desse ano ao buscar o fechamento do aeroporto e sua reforma sem as pressões de lucro e movimentação que se podem fazer presentes”.

Em janeiro, os mesmos procuradores assinaram outra ação com o mesmo pedido. Alegaram risco para os passageiros, tripulantes e moradores vizinhos ao aeroporto. Motivo: as constantes derrapagens causadas pelo sistema de drenagem ineficiente.

A ação de janeiro foi extinta em abril, quando MPF, Infraero e Anac firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para estabelecer horários de funcionamento de Congonhas durante a reforma da pista principal, além de estabelecer medidas para proteger os consumidores de eventuais transtornos causados pelas obras. O acordo foi encaminhado para homologação na 22ª Vara Cível de São Paulo.

A pista principal do aeroporto foi liberada para pousos depois da reforma, no dia 30 de junho. A reforma do piso da pista visava evitar a derrapagem dos aviões em dias chuva. Foi nela que aconteceu o acidente desta terça-feira. Faltaram as ranhuras (grooving) que facilitam a drenagem da água em dias de chuva. O custo total da obra foi estimado em R$ 19,9 milhões.

Antes, em 5 de fevereiro, o juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, proibiu a operação de aviões modelo Fokker-100, Boeing-737/700 e Boeing-737/800, por questão de segurança. A decisão foi revogada dias depois pelo desembargador Antônio Cedenho, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A última providência para limitar o uso de Congonhas foi tomada no dia 5 de julho deste ano. Foram proibidos pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas entre 23 e 6 horas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A decisão foi do juiz federal Paulo Cezar Neves Júnior, da 2ª Vara Cível Federal de São Paulo. Segundo ele, há necessidade de “respeitar o repouso noturno” da vizinhança do aeroporto.

Também foram proibidas checagem de motores entre 22 e 7 horas, de acordo com a Portaria 188/DGAC, de 8 de março de 2005. A Ação Civil Pública foi proposta pela Associação dos Moradores e Amigos de Moema (Amam).

Leia a denúncia

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

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PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ....... VARA CÍVEL FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO, SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO.

O Ministério Público Federal, por meio dos Procuradores da República abaixo subscritos, com base nos documentos e informações coletados nas Peças Informativas nº 1.34.001.006392/2006-71, cópia em anexo, instruída pela Procuradoria da República em São Paulo/SP, bem como em fatos notórios ocorridos aos 17.07.2007, e com fulcro nos artigos. 127, caput, e 129, III, da Constituição da República Federativa do Brasil (CF); arts. 5º., I, h, e 6º., VII, a e d, da Lei Complementar nº 75/93 (LC 75); artigos. 1º., IV, 2º., 3º. e 5º., caput, da Lei 7.347/85; vem ante Vossa Excelência propor

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

com pedido de antecipação de tutela

em face da

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – ANAC, entidade integrante da Administração Pública Federal indireta, submetida a regime autárquico especial, vinculada ao Ministério da Defesa, criada pela Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005, regulamentada pelo Decreto nº 5.731, de 20 de março de 2006, com sede no Aeroporto Internacional de Brasília - Setor de Concessionárias, Lote 5, Brasília/DF, CEP 71608-900, por seu diretor presidente, Dr. Milton Sérgio Silveira Zuanazzi,

Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2007, 21h10

Comentários de leitores

16 comentários

Eu não tenho bola de cristal para tentar supor ...

futuka (Consultor)

Eu não tenho bola de cristal para tentar supor o que determina a ação, sensação ou movimento de um ser humano, no entanto pessoalmente "ACHO" que o que acontece comigo pode acontecer com todos os outros seres humanos. Segundo vi na TV um top-top pode indicar: tafud, tamofud, sefud..etc, NORMAL não é, precisa ser apurado a bem da moral pública e a interesses pessoais, pô, afinal o que ele estava vendo quando usou gestos tão obcenos..he he! Bem, voltando a realidade morreram neste desastre aéreo dezenas de seres-humanos, porque(?). Por que no Brasil morrem todos os dias centenas de pessoas em desastres, como a maioria é aos "picadinhos", andam de bicicleta, carroça, canoa, a cavalo etc.. e longe dos olhos..vcs sabem..bom a do aeroporto de congonhas ganhou "visibilidade" isso é um fato. Em minha opinião fechar o aeroporto não é viável, terminar com a antiga -farra da ganância- pode ser a maior medida e a melhor atitude desse atual governo alem do que irá normalizar o movimento que terá horário regular até que sejam tomadas medidas na direção de um melhor atendimento ao usuário do transporte aéreo. Com esse atual modo de governar o presidente abriu precedentes muito perigosos para uma democracia tão imatura..>veja essa dos controladores como exemplo, entre outras dos "funcionários públicos federais-diretos e indiretos(?!)"! Apesar de todos os direitos individuais o coletivo têm regras absolutamente diferentes e devem ser assim, senão o que será de nós..

A denuncia com preventiva contra quem autorizou...

Renério (Advogado Sócio de Escritório)

A denuncia com preventiva contra quem autorizou o uso da pista em dias de chuva sem que a pista fosse concluida ainda não vi, pois não? Inclusive, o laudo do IPT dessa obra não veio a tona, só o diretor do IPT na Globo se justificando. Queria ver alguém fazer "top-top" se o MPF petiocionasse mais do que desse entrevista. Abs.

Ghandy e Giovannetti, Só a título de informaçã...

www.professormanuel.blogspot.com (Bacharel)

Ghandy e Giovannetti, Só a título de informação, esta ação é praticamente a mesma que o MPF tentou em janeiro, por conta de diversas derrapagens ocorridas em Congonhas. Para saber a história completa, basta procurar aqui no CJ ou ler no meu blog. O MPF tentou. Muitos acharam os procuradores malucos. Além disso, todos sabem que a pista de Congonhas é curta e escorregadia. Lá, o menor erro pode se tornar uma tragédia. Esta é a contribuição da pista.

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