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Timão com problemas

Justiça federal decreta prisão de financiadores do Corinthians

O juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6° Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, determinou a prisão de Kia Joorabchian, Boris Berezovsky e Nojan Bedround. Os iranianos Kia e Nojan são os administradores do fundo de investimento MSI Licenciamentos e Administração que comprou o setor de futebol do Sport Clube Corinthians Paulista. Boris é um empresário russo que estaria por trás do negócio.

Os três não moram no Brasil e, por isso, só podem ser presos se pisarem no país. A Interpol foi avisada sobre os Mandados. Já os dirigentes corintianos Alberto Dualib (presidente), Nesi Curi (vice-presidente), Renato Duprat Filho (braço direito de Dualib), Paulo Angioni (gerente de futebol) e o advogado da MSI Alexandre Verri (estes, sim, residentes no Brasil) foram apenas denunciados por crime de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Acatando denúncia do Ministério Público Federal, Sanctis, cuja vara é especializada em lavagem de dinheiro, ainda determinou o bloqueio dos recursos que venham a ser creditados nas contas do Corinthians por conta do contrato com o MSI.

O Corinthians recebeu uma intimação para que, em dez dias, envie à Justiça uma relação de todos os jogadores adquiridos com dinheiro da parceria com a MSI. Cópias das denúncias e Mandados de Prisão serão encaminhados ao Ministério da Justiça para que sejam tomadas as providências referentes à extradição dos acusados. Os interrogatórios dos réus brasileiros foram agendados pelo juiz para os dias 28, 29 e 30 de agosto.

Os procuradores da República responsáveis pela denúncia são Sílvio Luís Martins de Oliveira e Rodrigo de Grandis. Segundo denúncia do MP, existem indícios suficientes para se concluir que a parceria entre a MSI e o clube paulista é utilizada para a lavagem de dinheiro obtido de Boris Berezovsky.

A denúncia do Ministério Público Federal chegou às mesmas conclusões que o Ministério Público Estadual que em 2005 apresentou denúncia sobre o caso. Segundo os procuradores estaduais, Berezovsky é procurado por crimes contra o sistema financeiro de seu país, participação em organização criminosa, apoio ao terrorismo e outros crimes. O empresário, que é inimigo político do presidente russo Vladimir Putin e tem ordem de prisão na Rússia, vive atualmente na Inglaterra como exilado.

Para eles, o iraniano Kia Jarobchian que negociou o contrato com o Corinthians seria um testa de ferro de Berezovsky em outras transações suspeitas. “As operações são concretizadas com a utilização de diversas ‘offshores’ que têm o único e conhecido propósito de distanciar o investidor e a origem ilícita dos recursos de seu destino final, no caso a aquisição e venda de jogadores e produtos em clube de futebol”.

O Ministério Público aponta a participação de Paulo Angioni, que emprestou seu nome para representar três off shores para finalidades suspeitas, e dos dirigentes Alberto Dualib, Nesi Curi e Andrés Sanches, que firmaram a parceria mesmo “após terem sido cientificados, por outros diretores, dos problemas criminais dos russos”.

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2007, 15h15

Comentários de leitores

12 comentários

Parte do inicio do processo MSI/Corinthians"ten...

Mazia (Outros)

Parte do inicio do processo MSI/Corinthians"tendo por base a representação formulada pelo Deputado Estadual Romeu Tuma." - Estou enganado ou este Romeu Tuma é o pai de um dos conselheiros do Corinthians da oposição?? é o pai do conhecido como Tuma Jr. que é o nome forte da oposição para o Lugar do Dualib. Estou cansado do famoso jogo de interesse, não dá mais pra acreditar em nada neste pais. Porque não fizeram o mesmo tipo de investigação coma mafiosa Parmalat, quando "comprou" o Palmeiras, fica evidente que não há nenhuma diferença entre as transações da MSI com as da Parmalat na época, o que é mais ridiculo é a imprensa em momento nenhum questionar isso.

Se já não bastasse os vagabundos existentes aqu...

Ruberval, de Apiacás, MT (Engenheiro)

Se já não bastasse os vagabundos existentes aqui e aí incluídos a maioria dos políticos brasileiros, temos de hospedar outros trambiqueiros alienígenas que, por terem muito dinheiro, são recebidos pelos donos do poder com honrarias e jantares, sem se preocuparem com a licitude do patrimônio adquirido em alhures. Aqui, pessoal, tudo pode e está liberado. Ter dinheiro significa a porta estar aberta para quem quiser entrar. Decerto, a base governista, legítima defensora de Renan Calheiros e sua trupe de pilantras, vai se solidarizar com a "quadrilha" do Corintians, porque também é época de festa julina, sem adentrar no fato de LULA ser um corintiano "roxo" e embora negue gostar ou participar de "quadrilha", ao menos teve vários "companheiros" integrar a verdadeira quadrilha, esta a que alude o art.288/CP.

O Ministro do Planejamento Paulo Bernardo, ao r...

Augusto J. S. Feitoza (Estudante de Direito)

O Ministro do Planejamento Paulo Bernardo, ao receber em audiência o barão das privatizações russo Boris Berezovsky, talvez estivesse preocupado com a iminência do caos aéreo que acabou não sendo evitado. Afinal, dentre os "investimentos" que Berezovsky pretendia fazer no Brasil, um era adquirir a companhia aérea pré-falimentar Varig. Boris Berezovsky, a propósito, tem uma biografia deveras peculiar. De ex-presidiário condenado por roubo de cargas de petróleo e de combustível em seu país de origem nos anos 70 e 80, hoje é um magnata, dono da ex-estatal do petróleo da Rússia e do Chelsea, clube inglês da primeira divisão, além, é óbvio, de outras posses. Ele adquiriu a estatal petroleira russa durante o processo de privatizações da antiga União Soviética a um preço, digamos, camarada. Talvez este fato não cause abalos ou possa ser considerado desabonador, pois, não é estranho aos brasileiros. Aqui, como na Rússia ou na Inglaterra, também há indivíduos, antes sem posses e com biografias peculiares, que tornaram-se milionários ao adquirirem estatais a preços "camaradas" durante o processo de privatização.

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