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Acidente aéreo

Pilotos do Legacy não desligaram transponder, reafirma ExcelAire

Únicos indiciados pelo acidente do Boeing da Gol, que matou 154 pessoas em setembro, os pilotos do Legacy, que se chocou com o Boeing, foram defendidos em nota divulgada à imprensa. A ExcelAire, dona do Legacy, reafirmou que os americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore não desligaram o transponder durante o vôo, aparelho anticolisão.

Diálogos divulgados pela imprensa no fim de semana indicam que os pilotos perceberam que o transponder estava desligado. “E que não havia nenhuma indicação na cabine, ao longo do vôo, que apontasse o não funcionamento desses equipamentos.”

O acidente aconteceu em 29 de setembro e resultou na morte dos 154 ocupantes do vôo 1907 da Gol. Os sete passageiros do Legacy sobreviveram. Os pilotos responderão em liberdade. Em dezembro, os dois pilotos, que ficaram retidos no Brasil desde o dia do acidente por decisão judicial, tiveram de volta os passaportes e regressaram aos Estados Unidos.

A Justiça Federal decidiu prorrogar as investigações sobre o acidente. O juiz federal substituto Murilo Mendes, em exercício na 3ª Vara Federal de Mato Grosso, atendeu ao pedido do Ministério Público Federal para prorrogar as investigações.

Nos Estados Unidos, a Justiça Federal de Nova York determinou que os pilotos Joe Lepore e Jan Paladino figurem como réus na ação de indenização movida por familiares de vítimas do acidente.

Veja o comunicado

Comunicado à Imprensa / ExcelAire

21/01/2007

Sobre as recentes declarações publicadas pela imprensa, referentes às investigações e ao inquérito do acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, a ExcelAire esclarece:

Diante da divulgação do que se alega serem trechos isolados dos diálogos registrados na caixa preta do jato Legacy, a ExcelAire e seus pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino manifestam que continuarão a agir com discrição sobre o assunto, em respeito às investigações em andamento.

Como já ocorreu no passado, as recentes reportagens e notícias sobre o caso baseiam-se em informações incompletas, especulações e interpretações equivocadas sobre complexas questões técnicas, o que gera considerações prematuras e incorretas sobre os fatos.

Mais uma vez, a ExcelAire enfatiza que conclusões precoces baseadas na interpretação de materiais e dados que vêm sendo analisados no processo investigativo não contribuem para seu adequado andamento.

A empresa afirma, novamente, que seus pilotos não desligaram o Transponder ou o sistema TCAS, de anticolisão, seja intencional ou inadvertidamente. E que não havia nenhuma indicação na cabine, ao longo do vôo, que apontasse o não funcionamento desses equipamentos.

Os responsáveis pelas investigações do acidente continuam analisando o transponder do jato Legacy e outros sistemas aviônicos da aeronave. E somente após o término dessas perícias é que será possível determinar se houve falhas ou defeitos que pudessem comprometer seu funcionamento.

Por fim, a ExcelAire reitera que a conclusão das investigações responderá às várias questões ainda não resolvidas, esclarecendo e corrigindo assim os equívocos decorrentes das interpretações precoces recentemente publicadas.

ExcelAire

Revista Consultor Jurídico, 22 de janeiro de 2007, 18h41

Comentários de leitores

4 comentários

Prezado Dr. Rossi, Não adianta questionar ! ...

A.G. Moreira (Consultor)

Prezado Dr. Rossi, Não adianta questionar ! A mídia, aliada ao Governo, responsável pelo tráfego aéreo , responsável pelas investigações, já determinou que quem é culpado é quem pilotava o Legacy ( únicos indiciados ) . Até porque, ninguém vai indiciar os mortos que pilotavam o Boeing e muito menos , o Órgão de Governo ( Aeronáutica Civil) que, a partir daquele momento, passou a determinar o maior caos em todos os aeroportos deste país !!! Entretanto, tudo o que , já, se descobriu e se publibou , após a tragédia, foi suficiente, para que as autoridades americanas declarassem que não aceitarão o resultado das investigações, feitas pelas autoridades brasileiras !!!

Com relacao aos questionamentos do Dr....

hammer eduardo (Consultor)

Com relacao aos questionamentos do Dr.Rossi Vieira , cabe explicar que os aparelhos de transponder usados na Avaiacao funcionam como uma protecao adicional , eles na realidade "falam" entre si atraves do auxilio do TCAS e no caso do acidente da Gol, se o transponder do Legacy estava por qualquer motivo desligado, o equipamento do 737 literalmente " nao encontrou retorno" na sua troca de informacoes advindo dai a triste colisao. Esta e a regra , os dois aparelhos ( ou mais de um , no caso de varias aeronaves num mesmo espaco fisico) necessitam "falar entre si" portanto se alguem estiver com ele desligado......... O assunto ja comeca a sumir da grande Imprensa , naturalmente substituido pelos eternos escandalos que literalmente "pulam carnica" entre si , mas acredito que devera retornar mais a frente a medida que novas fases forem sendo vencidas. Notas oficiais como essa da Excelaire na pratica de nada adiantam pois os fatos falam por si. Lembremos tambem o fato de que os Pilotos americanos envolvidos no verdadeiro "massacre aereo" estavam retornando para casa com uma aeronave recem-comprada ( nao se tratava de um "zero bala" mas sim de um demonstrador devidamente revisado pela fabrica e de preco mais baixo). Em vista da comprovada pouca experiencia declarada ( no modelo Legacy) dos 2 pilotos envolvidos, existe a hipotese bem razoavel de que "acidentalmente" tenham esbarrado ou mexido indevidamente nos botoes que controlam tal tipo de equipamento , notemos que tudo a bordo de uma aeronave pode ser ligado ou desligado. Hoje qualquer maquina moderna ja sai de fabrica com transponder, os mais antigos podem tambem instalar , mas naquela aerovia em que ocorreu a colisao, o transponder e o TCAS sao obrigatorios. Para finalizar , o TCAS so funciona "se" o transponder tambem estiver ligado, nao existe a possibilidade tecnica de um sem o outro. Em ultima analise , com tudo ligado , o maximo que aconteceria teria sido um aviso bem antecipado em que as duas aeronaves teriam tido tempo mais que suficiente para evitar a colisao atraves de manobras evasivas previstas , lembremos que o TCAS inclusive "sugere" a trajetoria a ser percorrida por cada aeronave. Recordemos com respeito sempre dos 154 que foram brutalmente assassinados a 37 000 pes por uma somatoria de trapalhadas que ainda se encontra sob investigacao. Perdoem pelos problemas na acentuacao, teclado ainda padrao americano.

O que nenhuma mídia ainda explicou, ou explicit...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

O que nenhuma mídia ainda explicou, ou explicitou, é se o avião boing da Gol estava com o mesmo aparelho tecnológico do transponder ligado. Numa hipótese em que só os pilotos são levados ao paredão, me parece razoável que a mídia, ou o prof. Armando, explique para os leigos na aeroinformática, se esse mecanismo servia também para o avião da Gol. Porque se servia não há explicação convicente que o avião da Gol pudesse desviar do avião, o vilão da história. Informação meia boca dá nisso: só os pilotos são indiciados.;o que demosntra absoluto absurdo jurídico, levado quiça, os investigadores, a selva midiática. Otavio Augusto Rossi Vieira, 40 advogado criminal em São Paulo

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