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Fraude em queda

Crimes pela internet caem nos Estados Unidos, diz pesquisa

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O mundo da comunicação corporativa dos Estados Unidos comemora a queda das ocorrências de fraude virtuais. A consultoria Javelin Strategy & Research divulgou o dossiê Pesquisa de Fraude de Identidade 2007, com uma revelação inesperada: as fraudes agora ocorrem mais fisicamente e começam a abandonar o mundo virtual. As informações são do site Findlaw.

O estudo revela os seguintes dados: as fraudes de roubo de identidade caíram 12% nos últimos 12 meses nos Estados Unidos, uma redução que significa algo como US$ 6,4 bilhões; 500 mil pessoas deixaram de ser vítimas desse tipo e crime no mesmo período; um grupo de 3,7% da população americana foi vítima desse tipo de crime em 2006, contra 4% em 2005; as fraudes de identidade deram prejuízos de US$ 49,3 bilhões em 2006 contra US$ 55,7 bilhões em 2005.

Segundo o advogado Eric Sinrod, especializado em informações corporativas, “o fator principal nessa queda foi a conscientização dos consumidores e o aumento de práticas de proteção para quem usa sites de bancos para monitorar suas contas”.

Também caíram em 1,5% o número de abertura de contas bancárias fraudulentas nesses 12 meses. O perfil das vítimas é o do chamado jovem adulto, revela o estudo, aquele entre 18 e 24 anos de idade. Justamente a faixa etária que mais usa internet para negócios. As principais vítimas são os que ganham mais: os que faturam cerca de US$ 15 mil por ano são vítimas numa taxa de 2,8% desta faixa salarial. Os que faturam mais de US$ 150 mil por ano são vítimas numa taxa de 7,3%.

No Brasil

Nesta quinta-feira (8/2), a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, decidiu manter a prisão preventiva de Zózimo Dantas Gurgel Neto, conhecido como Peninha, a pedido do Ministério Público. Ele está preso desde março de 2006 na Paraíba. É acusado de integrar uma quadrilha que desviou cerca de R$ 10 milhões de instituições financeiras pela internet. A organização criminosa foi alvo da Operação Scan da Polícia Federal.

Peninha entrou com pedido de revogação de prisão preventiva, que foi negado por “conveniência da instrução criminal”. Além disso, o tribunal argumentou sobre a “necessidade de garantir a ordem pública”, já que ele foi condenado por outro crime contra o patrimônio.

O acusado disse que não é reincidente, pois apenas figura como acusado em outro processo, sem ter sido condenado. Reiterou também o argumento de que é um indivíduo que não traz perigo à sociedade.

O procurador regional Fábio George Cruz da Nóbrega ressaltou que “por se tratar de crimes de natureza virtual ou cibernética, realizados por uma quadrilha envolvendo um grande números de pessoas, é indubitável que se todos os seus integrantes forem mantidos em liberdade darão continuidade aos delitos praticados”.

A Operação Scan denunciou 59 pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, furto qualificado, violação de sigilo bancário e lavagem de dinheiro. Entre as instituições financeiras cujos clientes tiveram suas contas bancárias fraudadas estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco. A quadrilha tinha como base a cidade de Campina Grande (PB), mas atuava em vários estados brasileiros como Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Paraná.

Processo no TRF-5 - 2007.05.00.000468-3

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de fevereiro de 2007, 18h45

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