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Cerco à Sarajevo

Tribunal de Haia condena general sérvio a 33 anos de prisão

O general sérvio Dragomir Milosevic foi condenado a 33 anos de prisão pelo Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia, em Haia na Holanda, na quarta-feira (12/12). Milosevic foi responsável pelo cerco que aterrorizou a população de Sarajevo, entre 1994 e 1995. A informação é de agências de notícias internacionais.

Milosevic — que não tem parentesco com o falecido ex-presidente da Sérvia Slobodan Milosevic — foi considerado culpado pelos crimes de guerra, assassinato, atos desumanos e crimes contra a humanidade.

“As provas demonstram a história horrível do cerco da cidade e seu bombardeio pelo Exército sérvio-bósnio, o SRK, sob o comando de Dragomir Milosevic", disse o juiz Patrick Robinson.

De agosto de 1994 a novembro de 1995, quando a guerra da Bósnia acabou, Dragomir Milosevic foi o comandante do corpo Romanija, pelotão que coordenou o cerco.

Os crimes dos quais a Promotoria acusou Milosevic incluem o ataque a um mercado de Sarajevo em agosto de 1995, que causou a morte de 34 civis e 78 feridos.

Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos, 12 mil civis, incluindo 1.500 crianças, morreram durante os 44 meses do cerco. Este foi o mais longo cerco sofrido por uma cidade da Europa desde o fim da Segunda Guerra.

O corpo Romanija bombardeou a cidade e seus franco-atiradores abriram fogo contra os habitantes de Sarajevo, como mostraram as redes de televisão. “Não existia um lugar seguro em Sarajevo. Você podia morrer ou ficar ferido a qualquer momento”, recordou o juiz Robinson.

A defesa de Milosevic argumentou que, durante a guerra, Sarajevo não podia ser considerada área civil. As ações do Exército servo-bósnio estavam legitimadas.

O militar, que se entregou voluntariamente em 3 de dezembro de 2004 ao TPII, tinha se declarado inocente no primeiro depoimento.

Seu antecessor no cargo, o general Stanislav Galic, foi condenado à prisão perpétua pelos mesmos crimes. A decisão substituiu a pena a 20 anos de prisão, à qual foi condenado em dezembro de 2003 em primeira instância.

Revista Consultor Jurídico, 13 de dezembro de 2007, 15h22

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