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Crime cibernético

MPF denuncia acusado de furtar dinheiro de contas pela internet

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal de Juazeiro (BA) um acusado de chefiar quadrilha especializada em usar a internet para furtar contas bancárias. Weslley Cardoso dos Reis é acusado de formação de quadrilha, furto, crime contra o patrimônio e contra a paz pública. A denúncia também foi feita contra Michelle Abreu Coelho dos Reis, mulher de Reis, acusada de servir de laranja da organização criminosa.

Segundo a denúncia, Reis liderava a quadrilha com Michel Frank, Roberto Cavassola e Everton de Oliveira Gonçalves. Os três também foram denunciados pelo MPF, em 2006, e são réus em outra ação penal.

Ainda segundo o MPF, o furto era feito por meio de programas de computador espiões, enviados para as máquinas das vítimas por e-mail. Ao acessarem inadvertidamente os atalhos, as vítimas instalavam os programas espiões em seus computadores.

Os números das contas bancárias e senhas de acesso eram captados quando a vítima entrava nos sites dos bancos. Depois, os vírus enviavam esses dados para o correio eletrônico de integrantes da quadrilha. O grupo também obtinha as informações quando a vítima fazia pagamentos de boletos bancários ou compras pela internet. O dinheiro era transferido para a conta bancária de Michelle Abreu, usada como uma espécie de conta-hospedeira das quantias furtadas, afirma a denúncia.

Segundo o MPF, Weslley Cardoso dos Reis praticava os crimes desde 2001, quando conheceu os outros líderes da quadrilha. Em depoimento à Polícia Federal, o denunciado confirmou sua relação com os outros criminosos, conta o MPF. Reis foi preso em 19 de julho, em Salvador, para onde teria fugido depois de ficar sabendo que a Polícia Federal estava a sua procura. Ele vai aguardar o julgamento detido no Conjunto Penal de Juazeiro.

Em Salvador, Reis foi flagrado com três computadores conectados à internet, quando acessava contas correntes de vítimas, afirma o MPF. Com o denunciado, foram encontrados comprovantes de depósitos, boletos bancários e notas fiscais de compra de equipamentos de informática, ainda de acordo com a acusação.

Ação Penal Pública 2007.33.05.001062-9

Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2007, 0h00

Comentários de leitores

2 comentários

O MPF poderia investigar 3 coisas: 1. a deport...

Torre de Vigia (Outros)

O MPF poderia investigar 3 coisas: 1. a deportação dos dois cubanos manu militari pela PF, sem respeitar os tratados internacionais; 2. Quem deixou o cônsul-adjunto de Israel no Rio, Arie Scher, fugir em março de 2007, terça-feira para a Argentina, pelo vôo 1416 da Aerolineas Argentina, às 12h48min, e de lá seguir para seu Israel. A fuga ocorreu no momento em que seu apartamento, em Ipanema, na zona sul, era vasculhado pela polícia. Ele é acusado, assim com o professor de hebraico Georges Schteinberg, de pedofilia e envolvimento em uma rede de exploração de turismo sexual envolvendo menores. 3. Por que na época do Carnaval e do Pan o turismo sexual foi liberado e não se falou disso na imprensa ou por agencias governamentais?

Esse tipo de crime é daqueles em que a pena dev...

Luiz Guilherme Marques (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Esse tipo de crime é daqueles em que a pena deveria ser agravada através de previsão legal. O perigo que esse tipo de atividade criminoso representa para a sociedade é imenso, tirando a segurança das negociações via Internet. Quem realiza compras via Internet, enviando dados pessoais que não devem ser divulgados, corre um risco que sequer imagina. O mesmo se diga das pessoas que não fazem idéia desses meios escusos utilizados por hackers. A informação veiculada pelo Consultor Jurídico merece todos os elogios, sendo esse um relevante serviço prestado pela imprensa. Consigno meu elogio aqui a esse trabalho de alerta realizado pelo Consultor Jurídico. Meus parabéns à Aline Pinheiro e sua equipe.

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