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Máfia dos sanguessugas

Bloqueados bens de acusado na máfia dos sanguessugas

A Justiça Federal do Pará concedeu liminar para tornar indisponíveis os bens do ex-deputado federal Josué Bengston, no valor de R$ 8,63 milhões. Ele é acusado de participar do esquema da máfia dos sanguessugas, em que empresários, políticos e servidores públicos envolvidos desviavam dinheiro da saúde.

Além da indisponibilidade de bens, o ex-deputado teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. A decisão é do juiz Arthur Pinheiro Chaves.

Desvendado em maio de 2006 pela Polícia Federal, o esquema ficou conhecido como sanguessugas porque empresários, políticos e servidores públicos se aliaram para formar uma quadrilha que desviava dinheiro da saúde pública. Além do processo por improbidade administrativa, que pode resultar em suspensão dos direitos políticos e condenação a ressarcir o erário, Bengston responde uma denúncia criminal por formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A condenação pode chegar a 29 anos de prisão.

O Ministério Público Federal afirma que Bengston recebia vultosas quantias em troca da intermediação que fazia em favor da Planam, empresa dos irmãos José Vedoin e Luiz Antônio Vedoin. O ex-deputado ainda é apontado como líder da organização criminosa dentro do Congresso Nacional. Ao analisar as emendas orçamentárias do parlamentar paraense, o MPF somou em apenas dois anos (2002 a 2004) R$ 8,63 milhões destinados por Bengston para favorecer a quadrilha dos sanguessugas, valor agora bloqueado pela Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2007, 12h27

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