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Liberdade negada

Juiz nega HC para oito presos na Operação Hurricane

que JÚNIOR já estava no encontro quando o interrogando chegou; que JÚNIOR se lembrou do interrogando como um cliente; que JÚNIOR não advertiu o desembargador de que o interrogando era um cliente seu e que inclusive já havia sido parte em procedimento que tramitara no TRF da 2.ª Região; que não sabe dizer se JÚNIOR sabia que o interrogando ia; que JAIME sabia; que não sabe se JAIME já havia conversado anteriormente sobre a presença do interrogando com JÚNIOR e CARREIRA ALVIM; que também não sabe dizer o que JAIME fazia num encontro sobre edição de livros em Minas Gerais; que o desembargador não beijou o rosto do interrogando na hora de irem embora; que acha que o desembargador beijou o rosto de JAIME, assim como JAIME beijou o rosto do interrogando; que não conhece VIRGÍLIO DE OLIVEIRA MEDINA; que conheceu LUIZ PAULO em uma festa na casa do policial MARCOS BRETAS;

que não se lembra de ter encontrado LUIZ PAULO uma outra vez além desta, no aniversário; que foram vários aniversários; que não se recorda de ter encontrado LUIZ PAULO no restaurante FRATELLI, no dia 19/10/2006, juntamente com CLAUDINHO, como consta da informação policial de fls. 340 do apenso 3; que não está se recordando desse encontro; que não sabe quem é CLÁUDIO AUGUSTO REIS DE ALMEIDA; que fica muito no FRATELLI e pode ser que MARCO tenha passado por lá e por coincidência encontrado o interrogando; que não se lembra realmente da pessoa de nome CLÁUDIO; que o interrogando responde a um inquérito na DRACO; que neste inquérito o COAF pediu para que fosse investigada a movimentação financeira do interrogando; que o FRATELLI é muito perto da casa do interrogando e pode ser que LUIZ PAULO tenha aparecido por lá, mas este encontro não marcou o interrogando, que dele não se lembra; que é comum que o interrogando pague conta de terceiros, se for uma conta pequena; que não se recorda de nenhum imóvel na Conde de Bonfim, na altura do n.º 600; que do interrogando não é; que conhece alguns policiais; que já trabalhou em eleições, como convocado pela Justiça Eleitoral;

que fez direito na Faculdade de Nova Iguaçu, onde também conheceu alguns policiais; que não tinha informação privilegiada a respeito de operações policias; que vinha acompanhando alguma coisa do trâmite das decisões a respeito do fechamento de casas de bingo; que volta a repetir que SÉRGIO não era seu advogado e que manteve dois ou três contatos com esta pessoa; que não se lembra do diálogo de fls. 1155 do volume 4 do inquérito; que instado a explicar como uma "festa" pode afetar MARCELO KALIL, respondeu que não se lembra do diálogo; que a informação inclusive não é do interrogando;

que quem está dando a informação é SÉRGIO; que todo dia há boatos sobre operações policiais envolvendo as máquinas com as quais trabalha o interrogando; que estes boatos não têm credibilidade; que nunca foi à DRACO; que foi o irmão do interrogando quem foi prestar esclarecimentos ou levou a documentação; que indagado se conheceria algum policial civil CLAUDINHO, lotado na DRACO, respondeu que conhece um policial civil baixinho, mas não sabia que ele estava na DRACO; que provavelmente conheceu CLAUDINHO através de MARCÃO; que MARCÃO mora perto do interrogando e por vezes se encontravam e tomavam um coco juntos; que em algumas vezes ele estava com amigos policiais, que eram apresentados ao interrogando; que não marcava o rosto das pessoas; que não sabe dizer qual é o relatório a que alude o diálogo entre MARCÃO e JAIME, de fls. 1680, volume 7 do inquérito; que o interrogando é corretor de imóveis; que atua esporadicamente; que atua como autônomo;

que em relação ao diálogo de fls. 1681 do volume 7, pode esclarecer que pode ter ajudado a pessoa a olhar algum documento e depois encaminhado a um tio seu que é expert; que este CLÁUDIO pode ser inclusive a pessoa mencionada na informação policial a que se referiu o interrogando anteriormente; que acha que o GORDINHO é o Dr. LUIZ PAULO; que LUIZ PAULO deve ter ido acompanhar CLÁUDIO; que este CLÁUDIO é da polícia e devem ser amigos da polícia; que pode ter havido um desentendimento entre o interrogando e SÉRGIO por conta do processo da ABRA PLAY; que SÉRGIO é muito novo e é muito afoito e o interrogando tinha preocupação de que ele tomasse uma série de medidas que poderiam atrapalhar os bingos; que no caso da ABRA PLAY não se lembra; que também não sabe dizer se foi o desembargador CARREIRA ALVIM quem deu a liminar à ABRA PLAY; que pode ter conversado com SÉRGIO, mas não está se lembrando; que usa-se a expressão "barriga de aluguel" como sinônimo de sub-locação; que mantinha poucos contatos com MARCELO KALIL;

que conheceu MARCELO KALIL em um almoço com um empresário de São Paulo para falar de software, há dois anos; que era uma pessoa que fabrica jogos e os softwares eram referentes às máquinas com as quais a empresa do interrogando trabalha; que muito tempo depois viu inclusive uma demonstração deste software num notebook no hotel da família KALIL, do complexo TIO SAM; que acha que MARCELO trabalha com jogos, mas nunca viu quais são exatamente suas atividades; que trocava idéias com MARCELO ao telefone a respeito de jogos; que não é comum conversar com ele sobre casas de bingo, mas pode ser; que acha que MARCELO é amigo de um argentino que tem casas de bingo em Niterói e Cabo Frio; que aluga máquinas para as casas de bingo de São Gonçalo e Alcântara; que Alcântara com certeza, mas São Gonçalo não está bem certo; que indagado se já fez pagamentos a SÉRGIO, respondeu que pode ser que os proprietários de bingo de Niterói que o contrataram tenham deixado pagamento na associação; que não se lembra de ter feitos estes pagamentos, na qualidade de vice-presidente da associação;

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2007, 23h09

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