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Bons ventos

Entrevista: diretor-geral do Demarest, Rogério Lessa

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Rogério Lessa - por SpaccaQualquer que seja o presidente do Brasil a partir do ano que vem, as perspectivas de trabalho para os grandes escritórios de advocacia são positivas. A previsão é do advogado Rogério Cruz Themudo Lessa, diretor-geral do Demarest e Almeida Advogados, o maior escritório em número de advogados do país, segundo levantamento da revista Análise Advocacia, divulgado em setembro.

Segundo o advogado, os escritórios de advocacia da área empresarial são uma espécie de termômetro para avaliar como está a economia em geral, já que o advogado está envolvido nas transações desde a sua gestação. Com este feeling desenvolvido ao longo de 38 anos de Direito corporativo, garante que a hora é de crescer. Já no último semestre de 2006, ele garante, o clima é propício para novas transações e para retomada de negócios que ficaram parados.

Segundo o levantamento da Análise Advocacia, uma parceria entre a Consultor Jurídico e a Análise Editorial, o Demarest não é apenas o maior. É também um dos melhores. Seu nome aparece dez vezes entre os escritórios mais admirados no mundo corporativo, sendo duas vezes em primeiro lugar.

E tem mais. Por seus bons serviços prestados, o escritório foi escolhido para receber no Brasil o Client Choice Awards, conferido pela International Law Office. A publicação premia escritórios em 34 paises.

Contando com 380 advogados para atender a uma carteira de 1.800 clientes ativos e aproximadamente 60 mil processos, o escritório, só tem um motivo de preocupação em seu horizonte: a concorrência com os grandes escritórios estrangeiros que estão chegando: “São escritórios que faturam mais de US$ 1 bilhão no ano”, admira-se Lessa.

Nesta entrevista, concedida aos jornalistas Adriana Aguiar, Márcio Chaer, Maurício Cardoso e Priscyla Costa, o advogado falou dos desafios de dirigir uma organização deste porte e das oportunidades que se abrem no país.

Rogério Lessa, com 59 anos, tem 38 anos dedicados ao Demarest e Almeida. Quando ele entrou como estagiário, o escritório tinha cerca de 20 advogados. Ele é formado em Direito pela USP, fez mestrado na New York University e é diretor do Cesa — Centro de Estudos das Sociedades de Advogados.

Leia a entrevista

ConJur — O que os escritórios de advocacia esperam de 2007?

Rogério Lessa — O crescimento dos escritórios de advocacia é proporcional ao da economia. O Demarest e Almeida sempre cresceu alguns pontos acima do crescimento do PIB. Como o desenvolvimento econômico é o grande desafio do próximo governo, seja ele qual for, os escritórios da área empresarial também devem ter bons negócios. O crescimento, que já começou neste segundo semestre, deve ser bem maior do que nos últimos três anos. Os escritórios da área empresarial são uma espécie de termômetro, já que o advogado se envolve no negócio desde a gestação. Por isso, podemos adiantar que já existe uma tendência muito forte de novos negócios e de retomada de outros.

ConJur — Aquela baixa que houve na advocacia consultiva está sendo superada?

Rogério Lessa — Não acredito que houve uma baixa. Após as privatizações dos anos 90 o mercado para a advocacia consultiva voltou simplesmente ao normal. No período das privatizações o crescimento foi geométrico. Os escritórios estavam crescendo por causa de uma demanda excepcional por serviços jurídicos em áreas como telecomunicação e energia, que antes não estavam no mercado. Eram empresas estatais e não havia demanda de trabalho nessas áreas. Então, depois dessa época houve uma volta ao normal.

ConJur — Como está a demanda pelo contencioso no Brasil?

Rogério Lessa — O número de ações deve aumentar cada vez mais, porque há uma tendência cada vez maior de se recorrer ao Judiciário, que vai ter que se adaptar a essa demanda com novas tecnologias para combater a morosidade senão teremos um completo caos. A Justiça terá que se modernizar e se adaptar a essa nova realidade. Já existem sinais longínquos, mas existentes, de que essa modernização acontecerá.

ConJur — Qual é a proporção entre contencioso e preventivo no Demarest e Almeida?

Rogério Lessa — A área consultiva representa 65% da nossa demanda e 35% está no contencioso.

ConJur — Essa proporção deve se manter no ano que vem?

Rogério Lessa — Pode ser que, com relação a número de ações, exista um aumento do contencioso. Mas, do ponto de vista da receita do escritório, o percentual deve continuar mais ou menos o mesmo. Agora o escritório está sendo solicitado a atuar no contencioso corporativo. Atendemos essa área, que tem rentabilidade relativamente baixa, para que outras atividades do cliente também venham para o escritório. É mais uma atividade auxiliar do que propriamente uma atividade. Agora, o contencioso mesmo representa as nossas ações de maior relevância e continua sendo uma parte importante de receita do escritório. É um dos setores considerados nobres dentro do contexto geral do escritório.

 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 15 de outubro de 2006, 6h00

Comentários de leitores

3 comentários

Infelizmente são poucos os advogados que partic...

Dora (Advogado Sócio de Escritório)

Infelizmente são poucos os advogados que participam do seleto grupo "dos grandes escritórios". Concordo com os nobres colegas, trata-se de mera propaganda!! No geral, a advocacia está mto longe dessa perfeição que o nobre colega nos pretende fazer acreditar.

Concordo com Rafael, Propaganda completa e pri...

Émerson Fernandes (Advogado Autônomo - Civil)

Concordo com Rafael, Propaganda completa e privilegiada.

que belo espaço para propaganda !!!!!!!!! melho...

RAFAEL ADV (Procurador do Município)

que belo espaço para propaganda !!!!!!!!! melhor que outdoor...

Comentários encerrados em 23/10/2006.
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