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Briga da notícia

Justiça recebe queixa-crime de jornalista contra Veja

XXXIII -

Como se vê, o pleito que visava a suprimir garantia fundamental, assegurada ao querelante pela Constituição Federal, fora INDEFERIDO, repita-se ainda uma vez, pelo MM. Juízo da 5a Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de São Paulo, que não vislumbrara tipicidade penal nos fatos, e deixou expressamente consignado que “... revela-se um tanto exagerada a afirmação de que a utilização de reportagens constituiu forma de participação na organização criminosa ...”, e mais, que “... em nenhum momento foram levantados indícios de que o alvo da interceptação tenha participado, de alguma forma, da obtenção de tais dados, o que afasta sua possível participação em organização formada com a finalidade supra mencionada ...”. Decisão digna dos grandes, e cada vez mais raros, juizes comprometidos com os direitos fundamentais dos cidadãos, assegurados na Ordem Constitucional.

XXXIV –

Os fatos acima relatados, nada obstante tenham se verificado em autos que tramitavam sob o pálio do segredo de justiça, tiveram estreito acompanhamento pelos querelados e pela Revista Veja, tanto assim que há perfeita sintonia cronológica entre o quanto se passava em âmbito policial/judicial e as notas que se faziam publicar na seção Radar do aludido semanário.

XXXV -

De fato, em setembro de 2004, publicara-se nota sob o título “VEM AÍ A OPERAÇÃO GUTENBERG”, em que mencionava que a polícia federal iria investigar profissionais de imprensa envolvidos em “venda ou engavetamento” de reportagens. Relevante sublinhar que esse texto continha a expressão “isto é”, não recomendada nas revistas da Editora Abril, por óbvias razões concorrenciais.

XXXVI -

Curiosamente, dias depois, a polícia federal representava o querelante pela quebra do sigilo telefônico ...

XXXVII -

Depois daquela primeira nota, muitos rumores surgiram na imprensa. Alguns colunistas divulgavam a informação de que cem (100) jornalistas, ou mais, estariam sendo investigados pela polícia federal, já que considerados hostis ao Governo (e que vinha de uma tentativa de expulsão, do território nacional, de um jornalista americano ...).

XXXVIII -

Em outubro daquele ano, o querelante voltara ao tema: em nova nota, intitulada “Subproduto da Kroll”, afirmara que a tal “OPERAÇÃO GUTENBERG” investigava apenas quatro jornalistas e mencionava que seu foco era o caso Kroll. Nesta, como naquela outra nota, utilizara-se da expressão “isto é” por duas vezes.

Revista Consultor Jurídico, 11 de outubro de 2006, 21h02

Comentários de leitores

7 comentários

Engraçado. Quando a Veja, no começo do Governo...

www.professormanuel.blogspot.com (Bacharel)

Engraçado. Quando a Veja, no começo do Governo, elogiava o desempenho de Lula, os lulistas estavam felizes e eu querendo cancelar minha assinatura...

Ôps, "pertence" com cedilha é apenas mais um er...

Richard Smith (Consultor)

Ôps, "pertence" com cedilha é apenas mais um erro de digitação, queiram desculpar-me.

Discordo! Para a queima dos heréticos e, prin...

Richard Smith (Consultor)

Discordo! Para a queima dos heréticos e, principalmente do Excomungado, há que se utilizar o melhor combustível possível a fim de que se alcançe o fim pretendido com eficácia e sem tardança.

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