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Crescimento de bancas

Grandes bancas ganham força. Pequenas devem se especializar

A advocacia está em fase de crescimento e deve se transformar em uma atividade mais bem estruturada. Os grandes escritórios terão mais relevância, como nos Estados Unidos e Inglaterra, que passaram pelo mesmo movimento há cerca de duas décadas. Os pequenos escritórios continuam a ter espaço, mas precisam se especializar. A análise é de Bruno Câmara Soter, sócio do escritório Barbosa, Müssnich & Aragão.

Ele diz que os grandes escritórios ganham força a partir do aumento da demanda por questões mais complexas como aquisições, fusões, consultas sobre regulamentações antitruste, propriedade intelectual e meio ambiente. De acordo com o advogado, as grandes bancas possuem infra-estrutura capaz de cuidar dessas questões. Soter afirma que, para atender essa demanda, há necessidade de se ter especialistas em diversas áreas, que trabalham de forma coordenada e integrada, às vezes, para a solução de um só conflito. “A advocacia está se tornando multidisciplinar”, afirma.

Mas os pequenos escritórios podem ficar tranqüilos. As butiques sempre vão existir, na estratégia da especialização, principalmente nas áreas criminal e de família. Segundo Soter, os pequenos devem trabalhar com um atendimento mais pessoal e saber que seus clientes têm envolvimento emocional com a causa, o que torna a situação mais complicada de se lidar. “Os grandes escritórios não sabem lidar com esse tipo de atendimento e só teriam a perder se entrassem nesse ramo”, concluiu.

No próximo dia 24, em São Paulo, Soter, ao lado de outros especialistas no mercado de prestação de serviços jurídicos, participa do seminário Os Rumos da Advocacia para 2007, destinado a antecipar as tendências e os cenários do próximo ano. O seminário é promovido pela revista eletrônica Consultor Jurídico. Clique aqui para obter mais informações sobre o evento.

Participam do evento os estrategistas Antônio Corrêa Meyer, sócio-senior do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, Francisco Maciel Müssnich, também do escritório Barbosa, Müssnich & Aragão; Rogério Cruz Themudo Lessa, diretor-geral do Demarest & Almeida; e o diretor Jurídico da Unilever, Luís Carlos Galvão.

Contencioso ou consultivo

Soter diz que a economia vai ter vital importância para influenciar o tipo de assessoria jurídica. Segundo ele, se os investimentos no país aumentarem, o que faz parte da agenda positiva dos advogados, haverá mais necessidade de discutir causas do que partir para brigas judiciais.

Ele lembra que, nos casos de conflitos, a arbitragem será a principal forma de resolução. As câmaras de arbitragem receberão muito mais discussões, em detrimento do Judiciário. Para Soter, a médio e longo prazo, a arbitragem será a solução mais rápida para as questões de Direito Privado, que sejam mais complexas e que envolvam contratos mais expressivos economicamente.

Revista Consultor Jurídico, 8 de novembro de 2006, 19h24

Comentários de leitores

3 comentários

ISSO É PURA "BESTEIRA" DISCURSO DE QUEM É UM DI...

Pirim (Outros)

ISSO É PURA "BESTEIRA" DISCURSO DE QUEM É UM DISCLIMINADOR. EM FIM PROPAGANDA ENGANOSA, ETC ETC!! NÃO SEI A QUEM SE DESTINA ESSE "VENENO"(!) POIS PARA SER UM BOM PROFISSIONAL, SEJA EM QUALQUER PROFISSÃO, É NECESSÁRIO QUE O MESMO TENHA O GOSTO PELA PROFISSÃO, SEJA ÉTICO, "VISTA A CAMISA DO CLIENTE", POIS HOJE EXISTE POUCOS PROFISSIONAIS, QUE HAJE NA CALADA DA NOITE, TRAINDO ASSIM SEU CLIENTE, ADEMAIS COM AS TAIS BANCADAS "FOMOSAS" COM QUEM O CLIENTE VAI FALAR E CONTAR OS SEUS INTERESSES E/OU PROBLEMAS, SE UM DIA FALA COM UM, E NOUTRO DIA JÁ NÃO É MAIS O MESMO, ESSE NÃO SE ENCONTRA, E "DIZEM" QUE "O SENHOR PODE FALAR COM O OUTRO, AÍ VC. PERDE UM TEMPÃO, FORA OUTROS "TRUNCAMENTOS" NO PROCESSO LEGAL! ESPERO ENTÃO QUE ESSA IDÉIA SEJA AFASTADA DO SEIO DA SOCIEDADE!!!!!

A ADVOCACIA NÃO É ISSO MEUS COLEGAS!!!! ISSO É...

Gigio (Procurador do Estado)

A ADVOCACIA NÃO É ISSO MEUS COLEGAS!!!! ISSO É CAÇA-NIQUEL DA CONJUR. TENTAM IMPOR PADRÕES QUE ESTÁ FORA DE NOSSA REALIDADE. SERÁ QUE OS COLEGAS ADVOGADOS NÃO TEM O SENDO DO RIDICULO EM CAIR NESTA CILADA???

"Grandes" e "Pequenos"? Porque não "prêt à port...

Alochio (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

"Grandes" e "Pequenos"? Porque não "prêt à porter" ou "boutique"? 1. Contratar GRANDES ESCRITÓRIOS, em muitos casos, pode ser um problema: qual o advogado que vai te atender DE FATO? Tá certo: alguém CRIA A TESE, mas o trâmite da ação, quem faz?? 1.1. A advocacia não se resume a fusões, etc... . E, convenhamos, o trabalho EM REDE, de pequenos e médios, pode ser TÃO OU MAIS EFICAZ que um GRANDE. 2. O cliente muitas vezes se ILUDE com o TAMANHO DO ESCRITÓRIO mas, esquece que o CONTATO com SEU ADVOGADO (aquele que de fato vai trabalhar na ação) fica um tanto diluído com as MEGA CORPORAÇÕES de advocacia. 2.1. Quem contrata com XIBOKINHA, TURANO, SALSAPARRILHA, SURURU & ASSOCIADOS (fictício, ok??), vai ser atendido pelo JUNIOR que "não ousa dizer o nome". 3. E mais: muitas vezes o CONTRATO ÚNICO com um GRANDE ESCRITÓRIO, torna o cliente REFÉM numa negociação, e cria problemas em casos de NÃO RENOVAÇÃO dos contratos. Ao passo que a diluição (devidamente estruturada) de processos em escritórios distintos, permite ao cliente mais maleabilidade na discussão com seus advogados. Mesmo quanto a honorários. 4. Então, a ADVOCACIA não deveria aceitar esse tipo de notícia, quase ANÚNCIO PANFLETÁRIO: "OS GRANDES CRESCERÃO" e "OS PEQUENOS QUE SE CUIDEM", digo "que se especializem". 4.1. Sejamos mais chiques. Ou mais decentes. 5. Voce prefere o que? Uma roupa SOB MEDIDA, feita prá você, ou um PRÊT À PORTER? Prefere um atendimento personalizado, ou ser MAIS UM NO "ATACADÃO"? 5.1. Especialmente quando em matéria de preço, as duas não se distinguem muito (ou a "sob medida" é até mais em conta e com a mesma qualidade, somada à atenção personalizada!). 6. Clientes, pensem nisso, na hora de medir o tal CUSTO-BENEFICIO. Nem sempre "tamanho é documento".

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