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Mira da Justiça

Defensoria vai processar estado por morte de suspeitos pela Polícia

A Defensoria Pública do estado de São Paulo vai entrar com a primeira ação de indenização por danos morais em favor da família de dois suspeitos mortos pela Polícia no mês de maio, quando foram registrados os primeiros ataques criminosos em São Paulo.

A família representada pela Defensoria é a dos irmãos Jefferson do Carmo Pereira, 27 anos, e Rogério do Carmo Pereira, 24 anos, mortos na madrugada de 18 de maio na região do Ipiranga, na zona sul da capital paulista. A informação é da Agência Globo.

Segundo defensor público Pedro Giberti, que teve acesso ao inquérito, os exames residuográficos não detectaram presença de pólvora nas mãos dos acusados, o que desmente a versão oficial da Secretaria da Segurança Pública, de que eles teriam sido mortos em reação da Polícia a ataques.

“A avaliação da Defensoria é a de que, diante dos depoimentos e do residuográfico negativo, surgiu a primeira oportunidade de uma ação indenizatória contra o estado de São Paulo” disse Giberti.

O Ministério Público deve oferecer a denúncia contra o estado. Os irmãos Carmo Pereira constam da lista de 123 suspeitos mortos pela Polícia entre 12 e 20 de maio, semana marcada pela primeira onda de atentados.

Revista Consultor Jurídico, 14 de julho de 2006, 13h04

Comentários de leitores

5 comentários

Não podemos também concordar com a policia sair...

Bem Amigos... (Funcionário público)

Não podemos também concordar com a policia sair atirando por todo lado, mas fica no ar uma pergunta: E os Policiais Militares, Bombeiro, Policiais Civis, Agentes de Segurança Penitenciários, Civis que na maioria, morreram pelas costas durante os ataques?

Processar o Estado é pouco... Poderiam propo...

Comentarista (Outros)

Processar o Estado é pouco... Poderiam propor a colocação do picolézinho de chuchu no RDD, juntamente como o Marcola, pra ver se ele aprende "administrar" alguma coisa!

É cediço que os exames residuográficos não são ...

Reginaldo (Advogado Autônomo)

É cediço que os exames residuográficos não são conclusivos, até pela falta de recursos da polícia mas a Folha (15/7) traz mais informações, dizendo, por exemplo que existem testemunhas, e que os rapazes formavam um grupo de três e, que apenas o terceiro tinha resíduos nas mãos. Se houve execução, tem que ter punição, pois o Estado não pode partir para a barbárie. Todavia começa mal a Defensoria. Não vi ainda, a Defensoria informar os locais de atendimento ao público em geral, aquele que precisa de ações que versem sobre alimentos, locação, abuso bancário, responsabilidade civil, é todas aquelas que não são manchetes de jornal. Será que teremos na defensoria a patologia da luz amarela? Aquela que faz integrantes de certa carreira dar entrevistas até quando abrem a geladeira? Teremos mais úm órgão político e ineficiente querendo mostrar serviço através da mídia e não pelo real atendimento? As regras do concurso foram publicadas. O salário é bom, a carreira dignificante e por demais importante, mas o número de vagas é bem aquém da necessidado de Estado, e ainda tem tempo para exercer funções em duplicidade, como visitar o IML, quando o Ministério Público e o CRM e a Comissão de Direitos Humanos já o estão fazendo...Espero que daqui um tempo não estejamos lamentando a atuação do órgão neste fórum.

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