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Briga por patentes

Nike acusa Adidas de copiar tecnologia de amortecimento

A disputa travada entre a americana Nike e a alemã Adidas saiu das lojas de artigos esportivos e foi parar na Justiça. A Nike, maior marca de artigos esportivos do mundo, entrou com ação judicial contra a rival num tribunal federal do Estado americano do Texas acusando-a de copiar o sistema de amortecimento dos tênis da linha Shox.

A gigante americana afirma que a Adidas desrespeitou as leis de patentes ao usar elementos criados pela Nike em modelos como o Adidas 1 e o A3, grandes apostas da empresa alemã na área de tecnologia esportiva.

De acordo com a Nike, seus técnicos levaram 16 anos para desenvolver a tecnologia de amortecimento da linha Shox, lançada em 2000 e protegida por 19 patentes. Os tênis usam bolsas de ar no solado no lugar de espuma sintética para diminuir o impacto durante as corridas. A Adidas informou, por meio de uma porta-voz, que está “preparando uma resposta” à ação da Nike.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a ofensiva judicial da Nike acontece um mês depois de a Adidas concluir a compra da também americana Reebok, uma operação que lhe custou US$ 3,8 bilhões e lhe garantiu o segundo lugar no mercado mundial de tênis, com um valor estimado em US$ 18 bilhões anuais. A Nike é a campeã, com 31% de participação. Já a Adidas, depois da compra da Reebok, passou a deter 28%, graças ao grande peso da Reebok no mercado americano.

Antes da compra da Reebok, a Adidas já vinha sinalizando o quanto estava disposta a comprar briga com a Nike. Em 2004, gastou US$ 40 milhões no lançamento do Adidas 1, tênis com um minicomputador instalado no solado, que agora é alvo da disputa judicial. Também avançou em sua política de patrocínios, principalmente nos Estados Unidos.

Com a ofensiva, a empresa alemã procurou tirar proveito dos problemas internos da rival. A Nike acaba de passar por uma crise de sucessão que culminou com a saída do executivo William Perez, contratado há pouco mais de um ano para substituir o fundador Phil Knight à frente dos negócios. Com o processo contra a Adidas, a Nike mostra que não está disposta a ceder espaço.

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2006, 7h34

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