Consultor Jurídico

Operação Cevada

Schincariol não tem acesso aos autos de inquérito policial

Em nota enviada à imprensa, neste domingo (19/6), a assessoria de imprensa do grupo Schincariol reclama que os advogados da empresa estão até agora sem acesso aos autos de inquérito policial da Operação Cevada. Deflagrada nesta quarta-feira (15/6), pela Polícia Federal, a operação prendeu cerca de 70 dirigentes e funcionários da empresa.

Os advogados da Schincariol e demais envolvidos estiveram reunidos neste fim de semana para traçar a estratégia de defesa a ser adotada. Todos irão ao Rio de Janeiro para tratar da soltura dos diretores e funcionários das empresas, que estão detidos na Polícia Federal de São Paulo e Rio de Janeiro.

Durante a reunião, os advogados reclamaram que ao mesmo tempo em que a defesa permanece sem acesso aos autos, ocorreu o vazamento de informações sigilosas contidas no inquérito, tornando os suspeitos culpados perante a opinião pública antes que houvesse julgamento nos termos da lei.

O grupo afirma, na nota à imprensa, estar apreensivo com as prisões de seus dirigentes, que classificou como injustas e desnecessárias, além de colocar em risco a própria sobrevivência da empresa.

Leia a íntegra da nota do grupo Schincariol

Em face dos notórios eventos policiais envolvendo diretores e funcionários, a SCHINCARIOL vem a público esclarecer:

a) a empresa tornou-se a segunda produtora de cerveja do país, com 7 fábricas em plena atividade, angariando respeito e admiração de toda a sociedade brasileira;

b) suas obrigações trabalhistas e fiscais são rigorosamente cumpridas nas respectivas datas de vencimento.

Valores envolvidos (aproximados):

I – Folha de pagamento (maio 05).......R$ 13.500.000,00

II – Encargos sociais (maio 05)........R$ 3.900.000,00

III – Tributos (2004)..................R$ 1.200.000.000,00

(2005).................................R$ 700.000.000,00

c) os fundamentos apontados como justificadores da chamada “operação cevada”, responsável pela prisão de 68 pessoas, pertencentes a várias empresas, e na expedição de inúmeros mandados de busca e apreensão, são todos de natureza tributária e passíveis de questionamento ainda na esfera administrativa;

d) note-se, no entanto, que a empresa nem sequer foi autuada pelo FISCO em decorrência da aludida operação, desconhecendo-se por completo quais as infrações fiscais/tributárias eventualmente imputadas;

e) considere-se, ainda, que outras empresas, inclusive do mesmo ramo de atividade, sofreram recentemente graves autuações fiscais, sem que, no entanto, houvessem provocado repercussão no campo penal;

f) por derradeiro, os demais diretores, funcionários e os 7.000 operários (diretos) da SCHINCARIOL, e 25.000 indiretos (distribuidores, fornecedores e prestadores de serviços), estão apreensivos com as prisões de seus companheiros dirigentes, porquanto, além de injustas, posto que desnecessárias, colocam em risco a própria sobrevivência da empresa, quer pela impossibilidade de ser administrada, quer pela impossibilidade de honrar seus compromissos com fornecedores, fisco e próprios empregados;

GRUPO SCHINCARIOL




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Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2005, 15h57

Comentários de leitores

1 comentário

Gasta-se milhões para prender velhinhos e outro...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Gasta-se milhões para prender velhinhos e outros inofensivos sem qualquer periculosidade, quando tudo seria resolvido com uma simples intimação enviada pelo correio. O povo tem de pagar essa conta para que alguns apareçam.

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