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No ninho da corrupção

Abin explica o que seus agentes faziam nos Correios

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A Abin — Agência Brasileira de Inteligência distribuiu “Nota à Imprensa”, na tarde desta sexta-feira (10/6), para contestar informações da Polícia Federal sobre o suposto envolvimento de funcionários da agência no esquema de corrupção dos Correios.

Segundo reportagens publicadas nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, a Polícia Federal e o Ministério Público investigam a participação de agentes da Abin na gravação do vídeo em que o ex-chefe do Departamento de Contratação dos Correios, Mário Marinho, recebe propina e diz agir a mando do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Os agentes estariam a serviço de "criminosos especializados em lesar o patrimônio público".

De acordo com a Abin, seus agentes estavam, na verdade, fazendo investigações nos Correios e não espionando a mando de corruptos. A falta de comunicação entre a agência e a Polícia Federal teria gerado o mal entendido que levou a polícia a suspeitar de suas atividades.

“Nos eventos que envolvem os Correios, a Agência tem acompanhado as denúncias de corrupção, utilizando todos os métodos legais na busca de informações. Portanto, a forma de atuação da Abin nesse caso não pode ser confundida com participação de seus agentes nos fatos investigados”, diz a nota.

Leia a íntegra da nota da Abin

NOTA À IMPRENSA

A respeito das matérias "PF prende 4 acusados no caso dos Correios e Abin fica sob suspeita", do jornal Estado de São Paulo, e "PF prende acusados de gravar vídeo do suborno", do jornal O Globo, ambas de 10 de junho de 2005, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informa que:

A Abin desenvolve atividades de Inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito, da sociedade, da eficácia do poder público e da soberania nacional. Ela assessora diretamente o presidente da República por meio da produção de conhecimentos estratégicos de interesses da sociedade e do País.

Nesse contexto, todo fato de interesse do Estado é acompanhado pela Abin. Nos eventos que envolvem os Correios, a Agência tem acompanhado as denúncias de corrupção, utilizando todos os métodos legais na busca de informações. Portanto, a forma de atuação da Abin nesse caso não pode ser confundida com participação de seus agentes nos fatos investigados.

Uma falha de comunicação entre as ações desenvolvidas pela Abin (coleta de dados) e do Departamento de Polícia Federal (DPF) (Polícia Judiciária) levou à interpretação errônea divulgada nas matérias acima citadas.

A Abin e o DPF envidam esforços no sentido que casos semelhantes não se repitam.




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 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2005, 17h26

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