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Prisão mantida

Acusado de abusar de menina de rua presta depoimento

O juiz Rodolfo Belizarri, da 14ª Vara Criminal da Capital, indeferiu pedido de liberdade provisória de Gaby Boulos, acusado de atentado violento ao pudor contra uma menina de rua de 12 anos. A garota jogava malabares para ganhar dinheiro num semáforo de uma avenida da Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo. O juiz marcou o depoimento do acusado para esta quinta-feira (25/8), no Fórum da Barra Funda.

O pedido à Justiça foi feito pelo advogado Cristiano Maronna. Boulos está preso desde o dia 27 de julho, cinco dias depois de ter sua prisão decretada. No recurso contra a detenção, a defesa alega que, ao contrário do que afirma a polícia, seu cliente em momento algum atrapalhou as investigações. Argumenta, ainda, que a prisão foi motivada por um clamor público criado pela mídia, num caso semelhante ao da Escola Base.

Segundo seus advogados, não há necessidade de prorrogar sua prisão já que Boulos tem bons antecedentes criminais, residência fixa e não oferece riscos ao andamento do processo. O Ministério Público manifestou contestação sobre o recurso, sustentando que violência presumida contra menor de 14 anos é crime hediondo e neste caso não é possível concessão de liberdade provisória.

Segundo a garota e um amigo de 13 anos, testemunha do crime, os dois teriam sido abordados por volta das 21h do dia 20 de julho, num semáforo da avenida Deputado Jacob Salvador Zveibil. Um homem parou o carro e convidou os dois para entrar no veículo para fazer um lanche. Depois de obrigar o garoto a descer do carro, o rapaz seguiu para uma rua escura, onde teria abusado da menina. Mais de uma hora e meia depois, ela foi encontrada por policiais militares que haviam sido chamados por seu colega e encaminhada ao hospital.


Revista Consultor Jurídico, 24 de agosto de 2005, 16h40

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