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Santo Dias

Ato em SP lembra morte de sindicalista durante a Ditadura Militar

Nos dias 29 e 30 de outubro, moradores da cidade de São Paulo poderão participar de dois atos que lembrarão a morte do operário Santo Dias, assassinado durante o regime militar, em frente a uma fábrica na zona sul de São Paulo. No dia 29, às 17h, uma procissão sai da Igreja da Consolação até a Praça da Sé. Os participantes deverão reviver o cortejo fúnebre ocorrido no dia de sua morte. O evento contará com a participação do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Claúdio Hummes.

Em seguida, haverá um ato celebrativo em memória de Santo Dias, junto com o lançamento do livro “Santo Dias -- quando o passado se transforma em história”, publicado pela Cortez Editora. A obra foi escrita pela filha do operário, Luciana Dias, e Jô Azevedo. O lançamento deve ocorrer na Câmara Municipal de São Paulo, com a presença do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns.

No dia 30, às 14h, será feita uma manifestação em frente à fábrica Sylvania, em Santo Amaro, onde Santo Dias foi morto, e uma caminhada até o cemitério Campo Grande, onde está enterrado. No local, o bispo Dom Angélico Sândalo Bernardino presidirá uma missa.

Santo Dias da Silva foi morto em 30 de outubro de 1979, enquanto convocava operários para uma assembléia. Era membro da Pastoral Operária e líder sindical. O crime foi cometido poucos meses depois da promulgação da Anistia.

O corpo do operário foi velado na igreja da Consolação e, de lá, levado para a Catedral da Sé. O cortejo atraiu uma multidão de pessoas para o centro da cidade, incluindo estudantes, metalúrgicos, sindicalistas e políticos. Dom Paulo Evaristo Arns esteve ao lado da esposa do operário, Ana Dias, e seus filhos durante todo o percurso e também celebrou a missa de corpo presente.

Serviço

29 de outubro

17h -- procissão da Igreja da Consolação até a praça da Sé

19h -- ato - Câmara Municipal de São Paulo e lançamento do livro "Santo Dias - quando o passado se transforma em história"

30 de outubro

14h -- ato em frente à fábrica Sylvania - Rua Quararibéia, 242, Campo Grande, Santo Amaro.

Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2004, 16h09

Comentários de leitores

1 comentário

Todas as pessoas psicologicamente sãs procuram ...

Gilberto Aparecido Americo (Advogado Autônomo - Criminal)

Todas as pessoas psicologicamente sãs procuram esquecer a morte de seus entes queridos. Por que será que essa gente teima em cutucar as próprias feridas (se é que elas, exceção feita aos familiares e amigos próximos, efetivamente existem) ? Como bem disse o Ministro da Justiça, estamos no século XXI. Sejamos vigilantes no presente para que tais acontecimentos não mais ocorram no futuro e deixemos de lado a maldita mania de "tentar levar vantagem em tudo, cerrrto ?" Gilberto Aparecido Américo advogado

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