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Em liberdade

Sírio Libanês: filho acusado de matar pai consegue Habeas Corpus

O bom comportamento e a ausência de antecedentes criminais ajudaram o empresário Roger Borges Saliba, filho do ex-presidente do Clube Sírio Libanês de Brasília, José Saliba, a conseguir um Habeas Corpus e, por enquanto, ficar livre da prisão.

Roger Saliba foi denunciado pelo Ministério Público como mandante do assassinato de seu pai, executado com quatro tiros em março deste ano.

No princípio das investigações, a polícia chegou a deter quatro suspeitos pela morte do empresário: Cristiano Batista, Marco Antônio Batista, Regiane Martins de Souza e Denner Souza Araújo.

Mais tarde, as investigações levaram os policiais até Pedro Araújo Angeli e Tiago Barbosa dos Santos Silva.

O filho de José Saliba foi apontado como mandante do crime. O MP aponta as razões que teriam levado Roger Saliba a encomendar a morte de seu pai: motivos de ordem financeira e graves desentendimentos familiares.

Roger trabalhava com seu pai no Clube Sírio Libanês. Nos depoimentos colhidos pela polícia, testemunhas afirmam que, apesar disso, Roger era tratado como qualquer outro funcionário da empresa, embora quisesse ser considerado como um dos donos dos negócios da família. Roger e José Saliba teriam tido uma discussão dias antes do crime. De acordo com as testemunhas, o empresário teria enxotado seu filho de casa. Roger nega todas as acusações.

A decisão em conceder o HC foi da 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A sessão aconteceu nesta quinta-feira (25/11). Agora, o filho do empresário morto responderá ao processo em liberdade.

Processo nº 20040020086439

Revista Consultor Jurídico, 26 de novembro de 2004, 12h50

Comentários de leitores

1 comentário

Este caso assemelha-se ao caso Gil Rugai, acusa...

Solange M. N. Calmon de S. Branco ()

Este caso assemelha-se ao caso Gil Rugai, acusado de participação na morte do pai, cujo HC foi negado. Inbcrível a divergência do direito igual para todos, pobre grande e extensiva Constituição Federal do Brasil. Por estas e outras razões sou a favor da súmula vinculante.

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