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Em liberdade

Ex-diretor do Banestado acusado consegue liberdade

O desembargador federal Élcio Pinheiro de Castro, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, concedeu, no último sábado (20/3), um novo habeas corpus ao ex-diretor de câmbio do Banco do Estado do Paraná (Banestado), Aldo de Almeida Júnior. Ele é acusado de enviar ilegalmente, entre os anos de 1996 e 1997, aproximadamente U$ 2 bilhões para o exterior através de contas CC-5.

Na última quinta-feira (18/3), a 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, especializada em lavagem de dinheiro, decretou a prisão preventiva do réu após ouvir o depoimento de Gabriel Pires Nunes Neto, um dos envolvidos no caso Banestado. Nunes Neto disse ao juiz que teria pego fitas contendo gravações de conversas entre diretores da instituição para impedir que houvesse investigação policial. Ele teria agido a mando de Almeida Júnior.

O mandado de prisão aconteceu menos de 30 dias depois do ex-diretor ter sido liberado pelo TRF para responder o processo em liberdade. A primeira prisão preventiva havia sido decretada por haver

indícios de que o réu poderia estar omitindo provas para prejudicar as

investigações. Segundo o juiz federal Sérgio Fernando Moro, as novas

informações indicando a interferência do réu na instrução do processo e o risco de fuga justificavam a nova ordem de prisão preventiva.

A defesa de Almeida Júnior apelou novamente obtendo o segundo habeas corpus. O desembargador Élcio Pinheiro de Castro, relator do processo, entendeu que o fato que provocou a prisão preventiva – o sumiço das fitas -- ocorreu há mais de sete anos, e que só um acontecimento recente poderia justificar a medida. (TRF-4)

Revista Consultor Jurídico, 22 de março de 2004, 20h09

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