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Contra-ataque

Juízes querem que Kroll seja investigada rigorosamente

A Associação dos Magistrados Brasileiros vai enviar ofício ao Ministério da Justiça para pedir que sejam intensificadas as investigações da Polícia Federal sobre a espionagem da empresa de investigação Kroll em empresas e autoridades dos Poderes Executivo e Judiciário brasileiros.

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que a Kroll foi contratada pela Brasil Telecom para investigar a Telecom Itália. Mas a espionagem alcançou membros do primeiro escalão do governo federal e desembargadores do Tribunal de Justiça fluminense.

O presidente da AMB, desembargador Cláudio Maciel, está agendando audiências com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para pedir prioridade ao trabalho da Polícia Federal. Além disso, a associação procurará o Ministério Público do Rio de Janeiro para que a instituição investigue o monitoramento feito a desembargadores.

Cláudio Maciel afirmou que a AMB tem plena consciência da legalidade de investigações privadas, mas que ninguém pode aceitar o uso de meios ilícitos como monitoramento de mensagens eletrônicas e escutas telefônicas sem autorização judicial. “Isso é crime que deve ser investigado e, caso comprovado, os responsáveis devem ser punidos, tanto a empresa que contratou os serviços quanto a que os executou”, acrescentou.

Para ele, “é inaceitável que uma empresa privada investigue ministros de Estado e desembargadores de um país ilegalmente para levar vantagem em uma disputa comercial de mercado”. Segundo Cláudio Maciel, o fato revela a fragilidade das estruturas de segurança dos poderes constituídos no Brasil, “além da falta de escrúpulos que caracteriza o pragmatismo econômico em nome do lucro a qualquer custo”.

Revista Consultor Jurídico, 26 de julho de 2004, 17h46

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