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Caso Waldomiro

Para Suplicy, Polícia Federal age com rigor e isenção

A Gtech Brasil, empresa arrolada no caso Waldomiro Diniz e que foi isentada de indícios no relatório final do inquérito da Polícia Federal divulgou nota oficial nesta quinta-feira (16/12) afirmando que continua encorajando "seus funcionários e ex-funcionários a cooperar plenamente" para o esclarecimento do caso (leia a nota ao final do texto).

Apesar de não se ter ainda a íntegra do relatório que indiciou Diniz, o consultor Rogério Buratti e o jornalista Mino Pedrosa, o trabalho escapou da torrente de críticas que tem sucedido a divulgação das conclusões da PF nesse tipo de operação que, segundo nota distribuída pela OAB Nacional "não se adequa aos princípios democráticos do Estado de Direito".

Quanto ao inquérito encerrado esta semana, contudo, os próprios advogados que atuam no caso admitiram, reservadamente, que a Polícia Federal foi cautelosa e prudente. Observou-se, em especial que o inquérito esquivou-se da apoteose festiva projetada por um número exagerado de indiciamentos que, ao final, são descartados pela justiça.

O presidente do inquérito, delegado Antônio César Nunes, chegou a admitir que a Caixa Econômica Federal e a Gtech colaboraram com informações corretas para as investigações.

Para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) a atuação da PF mostrou "independência, eficiência, rigor e isenção". Ressalvando não ter lido ainda o trabalho policial, o senador afirmou que "se nos documentos levantados e depoimentos havidos até o momento não houve motivos para indiciamento de um ou outro organismo, isso é resultado de um trabalho sério e isento que ainda será objeto de avaliação do Ministério Público e da Justiça”, ressaltou.

O senador só ressalvou que o caso poderia ter sido menos traumático para o governo federal se o ministro José Dirceu tivesse ido ao Congresso para prestar esclarecimentos. “Como ele [Waldomiro Diniz] era pessoa de confiança do ministro José Dirceu, minha recomendação pessoal era de que o ministro tomasse a iniciativa de ir ao Congresso para esclarecer toda e qualquer dúvida. Ele preferiu não ir”, disse.

Leia a nota divulgada pela Gtech:

NOTA À IMPRENSA

Com relação ao noticiário sobre a conclusão do inquérito da Polícia Federal, a GTECH Brasil reafirma que a conduta da empresa foi apropriada. A empresa cooperou com as investigações e seus funcionários responderam a todas as questões. A empresa reafirma também a posição de que foi vítima de tentativa de extorsão.

Como é do conhecimento do mercado, a conquista do contrato para a prestação dos serviços à Caixa Econômica Federal se deve à capacidade técnica da GTECH – atestada também em mais de 45 países onde presta serviços.

Como sempre fez e de acordo com seu código de ética, a GTECH tem encorajado seus funcionários e ex-funcionários a cooperar plenamente com as autoridades. A empresa confia na Justiça brasileira e continuará prestando todos os esclarecimentos sempre que oficialmente solicitada.

A GTECH tem orgulho de gerar empregos no Brasil e de ter feito até hoje investimentos de mais de US$ 240 milhões no País.

A empresa está empenhada em apoiar os esforços da Caixa para fornecer ao Governo uma fonte crescente e sustentável de recursos e de prestação de serviços para a população brasileira, agora e no futuro.

GTECH Brasil

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2004, 20h51

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