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Pela verdade

STJ quer esclarecer notícia atribuída ao advogado do PCC preso em SP

O Superior Tribunal de Justiça quer saber se o advogado do bando criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital), Narciso Fuser confirma a notícia de que ele intermediaria compra de sentenças em favor dos bandidos, no STJ.

A decisão de interpelar judicialmente o advogado foi anunciada pelo presidente do Tribunal, ministro Edson Vidigal.

Narciso Fuser é um dos 55 presos pela polícia de São Paulo, na última sexta-feira, durante operação ocorrida na capital e na região de São José do Rio Preto. Todos os presos são acusados de integrar uma rede de tráfico de drogas comandada pelo PCC.

Segundo a polícia, Fuser seria o defensor de Jair Carlos de Souza, o Jaja, um dos líderes do grupo e que dirigia as operações criminosas do narcotráfico, de dentro do presídio, por telefone celular.

Sobre a insinuação atribuída pelos policiais ao advogado paulista, o ministro Edson Vidigal afirmou que "até prova em contrário, essa insinuação é uma injúria grave que se lança contra a credibilidade do STJ, que é o tribunal da cidadania. Por isso vou determinar à assessoria jurídica do Tribunal as medidas cabíveis para fazer a interpelação judicial dessa pessoa. Entretanto, por mais desagradável que questões como essa possam parecer, considero importante que venham à tona e se vá fundo nas investigações. No fim, se houver culpados, que sejam punidos”.

Segundo Vidigal, não se pode “aceitar que qualquer pessoa, tanto mais um cidadão envolvido com o crime organizado venha a assacar acusação de tamanha gravidade contra um Tribunal integrado por 33 magistrados, que se dedicam, de corpo e alma, com devoção e responsabilidade, à missão de julgar o total de quase 250 mil processos e recursos diversos que deverão chegam às nossas mãos no decorrer deste ano”.

Revista Consultor Jurídico, 29 de agosto de 2004, 16h57

Comentários de leitores

1 comentário

O final da história, melhor interpretando, estó...

Gilwer João Epprecht (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

O final da história, melhor interpretando, estória, será lançar a culpa no defensor destes ditos criminosos. Ao que parece, a cada dia, torna-se temerário advogar no direito criminal. O simples fato transforma o advogado comum, como integrante de grupos ditos criminosos. Nem sempre, é verdade. Temos o exemplo daquele advogado que defendeu o promotor assassino. Este não foi preso, nem seu cliente. Dois pesos e duas medidas. Lembram-se.

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