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Força-tarefa

PF prepara próximos passos da Operação Farol da Colina

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A Polícia Federal poderá deflagrar, nos próximos dias, outra operação nos moldes da Faroleiro ou Farol da Colina, que, ainda em andamento, mobilizou 800 policiais federais em sete estados brasileiros, na terça-feira (17/8).

A operação foi gerada a partir da base de dados fornecida pela CPI Mista do Banestado, que investiga a remessa ilegal de pelo menos US$ 100 bilhões do Brasil para o exterior pelo Banestado de Foz do Iguaçu.

Agora, o novo passo da PF é cruzar informações dos computadores de mais de meia centena de doleiros presos com bases de dados com nomes de quadrilheiros, traficantes e lavadores de dinheiro internacionais.

As informações são do delegado federal Getúlio Bezerra Santos, diretor do Departamento de Combate ao Crime Organizado, da PF, tido como o “cabeça” da Operação Farol da Colina.

Leia a entrevista concedida à revista Consultor Jurídico

Qual o seu balanço da operação?

Nós ainda estamos em diligência, não foram satisfeitos ainda todos os mandados, as buscas ainda estão sendo feitas porque muitos lugares foram simplesmente interditados, para ali as buscas serem feitas com mais esmero. Mas o resultado foi bastante satisfatório e quando concluirmos esta etapa das buscas, será feita a apreensão formal desse material, com muito critério, para não invalidar prova nenhuma, para não haver nenhuma insinuação, e depois vamos submeter à análise este material. Aí sim, teremos aberta uma outra frente de investigações.

Há frentes de investigação tentando links entre doleiros e traficantes?

Certamente, temos esta expectativa porque o que nos conduziu a essas pessoas foi justamente a abertura das contas que eles mantinham no Banestado, contas na Beacon Hill que levaram essa firma a ser punida pela Justiça americana. Foi com este conhecimento que nós chegamos a estas pessoas. Agora vamos partir da abertura da contabilidade e dos computadores dessas pessoas, e vamos ter um grande leque de informações, analisar e possivelmente, numa lógica, estabelecer o link entre eles, que eu acredito que exista. A operação foi um jogo: fizemos uma estratégia e agora tiramos os resultados, tanto dos êxitos quanto de alguns deslizes que possam ter ocorrido. Tudo isso nos serve de lição. De modo que na nossa dinâmica vamos buscar alimentar mais provas, mais conhecimento.

A PF diz que 30 doleiros teriam fugido porque a operação vazou...

Isso é uma possibilidade. Uma operação deste tamanho, envolvendo pessoas deste nível, certamente é possível haver essa possibilidade desse vazamento em algum ponto do sistema. Não estávamos trabalhando a sós, era uma força-tarefa, desde a Justiça passando pelo Ministério Público, Receita, Banco Central. Tentamos proteger o máximo possível a circulação de papéis sobre a operação, mas sempre existe essa possibilidade e certamente. Se houver indicativos nesse sentido de vazamento, o setor da Corregedoria vai cuidar.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2004, 8h59

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