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Caos penitenciário

Rebelião em presídio no Rio Grande do Norte termina com 26 mortos

Pelo menos 26 homens que cumpriam pena na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia da Floresta, na região metropolitana de Natal, morreram durante uma rebelião. Inicialmente, informou-se que 10 detentos haviam sido mortos.

Segundo o governo estadual, o motim teve início por volta das 17h deste sábado (14/1) e foi contido por volta das 7h30 deste domingo, depois que policiais entraram no estabelecimento. A situação está controlada no presídio e sem conflitos com os agentes de segurança que entraram na unidade, conforme a Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com o governo potiguar, a rebelião começou após uma briga entre presos de dois diferentes pavilhões, o 4 e o 5. Não houve registros de fugas, mas os internos dever ser ainda recontados. O número de vítimas também pode mudar após os policiais inspecionarem as celas e outras dependências dos dois pavilhões amotinados. As autoridades estão apurando se a confusão tem relação com disputas entre facções criminosas rivais.

O governador Robinson Faria afirma que já entrou em contato com ministro da Justiça, Alexandre de Moraes e pediu que a Força Nacional reforce a segurança no lado externo do presídio. A Força está no estado desde setembro do ano passado, auxiliando a Polícia Militar em ações de policiamento ostensivo. Na última segunda-feira o Ministério da Justiça e Cidadania autorizou a prorrogação da permanência da Força Nacional por mais 60 dias.

A Penitenciária de Alcaçuz é considerada a maior unidade prisional do estado. É formada por cinco pavilhões e tem 5,9 mil metros quadrados de área construída. Informações publicadas no site da Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania mostram que Alacaçuz tem um total de 620 vagas e abriga atualmente uma população prisional 1.083 presos em regime fechado.

Nas duas últimas semanas, foram registradas rebeliões e fugas de presos em Manaus, Boa Vista, Santo Antônio de Jesus (BA), Itamaraju (BA) e Natal. Na região metropolitana da capital amazonense, cerca de 60 presidiários foram mortos nos dois primeiros dias do ano no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Dias depois, 33 apenados foram assassinados na Penintenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista. Com informações da Agência Brasil.

*Texto alterado às 13h47 do dia 16/1/2016 para correção do número de mortos.

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2017, 11h34

Comentários de leitores

2 comentários

Detentos

O IDEÓLOGO (Outros)

As autoridades permitiram que ficassem na administração dos presídios. Poderiam ter criado o paraíso, mas preferiram o inferno.
Movidos por ambições capitalistas, ausência de freios morais, pensamentos distantes da realidade, vivem as consequências de seus atos.

Só até agora

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Escrevo às 15:12hs do dia 15/01/2017. O texto foi publicado por volta das 11:30hs. Desde então, foram noticiadas fugas de ontem para hoje em presídios do Paraná e Minas Gerais. Sinceramente, não disponho de elementos para afirmar que essas fugas ou rebeliões (no mínimo, motins) estejam coordenadas. Seja como for, a "coincidência" está afrontando o Estado e a sociedade. Não é momento para disputas políticas ou confronto de vaidades. Devem promover remanejamento de detentos ligados a facções.

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