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Alvo de investigação

Supremo determina quebra de sigilo fiscal e bancário de Romero Jucá

A quebra dos sigilos bancário e fiscal do ministro do Planejamento e presidente do PMDB, Romero Jucá, foi determinada pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada em inquérito que investiga o político por supostas liberações de emendas parlamentares para obras superfaturadas.

Durante coletiva de imprensa para anunciar a meta fiscal de 2016, Jucá afirmou que já prestou todas as informações à Justiça. "Estou muito tranquilo em relação a qualquer investigação."

Ministro do Planejamento teve sigilos fiscal e bancário quebrados no mesmo dia em que teve seu nome incluído em pedido da PGR para investigação.

Delação de Delcídio
Também nesta sexta-feira (20/5), a Procuradoria-Geral da República pediu a inclusão do nome do ministro, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jader Barbalho (PMDB-PA) em um inquérito que investiga suposto pagamento de propina na construção da usina Belo Monte.

O ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) já é investigado nesse procedimento que corre em segredo de Justiça e tem como relator o ministro Edson Fachin. O pedido foi feito com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Segundo o procurador-geral da Repúblico, Rodrigo Janot, Delcídio do Amaral disse que houve pagamento de R$ 30 milhões de propina pela construção de Belo Monte ao PT e ao PMDB. O montante teria sido destinado à campanha à presidência de Dilma Roussef em 2014 e ao “grupo de José Sarney”.

Esse grupo do ex-senador seria formado, segundo Delcídio, por Lobão, Renan, Jucá, Raupp e Barbalho. Para o procurador, os políticos tinham consciência de que os valores vinham de vantagens indevidas. O procurador-geral destaca que fatos sobre Belo Monte também estão sendo analisados pelo juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da operação "lava jato". Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 20 de maio de 2016, 19h19

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