Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Participou de protesto

Ela Wiecko, vice de Rodrigo Janot, pede exoneração do cargo

Por 

A subprocuradora Ela Wiecko Volkmer de Castilho pediu, nesta terça-feira (30/8), exoneração do cargo de vice-procuradora-geral da República. O pedido acontece no dia em que a imprensa divulgou imagens e vídeos dela participando de um ato contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, promovido em Portugal, no mês de junho. Nas imagens, Ela aparece segurando faixa com a frase "Contra o golpe".

Subprocuradora Ela Wiecko Volkmer de Castilho pediu, nesta terça-feira (30/8), exoneração do cargo de vice-procuradora-geral da República.
Fellipe Sampaio /SCO/STF

A exoneração, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (31/8). Ela Wiecko vai continuar a atuar como subprocuradora porque o cargo é vitalício. De acordo com reportagem publicada pela revista Veja, Ela Wiecko disse que não via problemas em participar da manifestação. Falou ainda que estava de férias em Portugal, para onde tinha ido para fazer um curso como estudante.

Segundo nota à imprensa divulgada pela PGR, a ex-vice-procuradora-geral da República foi responsável por importantes projetos na área de direitos humanos, como a criação do Comitê Gestor de Gênero e Raça do Ministério Público Federal e a defesa da legalidade da lista suja do trabalho escravo. O órgão diz ainda que ela teve atuação de destaque no Conselho Superior do Ministério Público Federal e nos processos junto à Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

No início do mês, Manoel Lauro Volkmer de Castilho, marido de Ela Wiecko, pediu exoneração do gabinete do ministro Teori Zavaski, relator da "lava jato" no Supremo Tribunal Federal, depois de assinar um abaixo-assinado no qual juristas defendem o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a atuação do juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância. Manoel atuava como assessor técnico no gabinete do ministro.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 30 de agosto de 2016, 19h43

Comentários de leitores

17 comentários

Funcionário Público!

Neli (Procurador do Município)

Um funcionário público que possui um cargo elevado, deve se abster em comentar politicamente.Não é cerceamento de opinião política. No íntimo todos têm a sua simpatia. É para respeitar a Instituição que representa. Ainda mais a instituição sendo o Ministério Público(estadual inclusive),por vezes o profissional tem que analisar um fato, assinar um parecer e como ficaria,externamente, a sua imparcialidade? A ideologia não pode se sobrepor ao cargo público, seja ele estadual, federal ou municipal! O funcionário público que desejar participar da vida política, deveria se licenciar e concorrer ao pleito eleitoral. No mais, tenho extrema admiração pelos valorosos e operosos procuradores da República, guardiães maiores de nossa Constituição Nacional e essa admiração é extensível à douta sub procuradora da República.

Tiro no pé....

Pek Cop (Outros)

Se pediu exoneração é porque coisa certa não estava fazendo....foi tão infantil que se caguetou e arrastou tambem confirmando as suspeitas de que Janot age sempre que pode a favor do P.T., eis aí a resposta!!!!

Não sou especialista em nada

Thiago Bandeira (Funcionário público)

Mas ela me pareceu acanhada, de óculos escuros e tentando se esconder.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 07/09/2016.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.