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Sistema gratuito

Bancos aderem ao sistema digital do CNJ para mediar conflitos de clientes

Consumidores em busca de solução consensual de conflitos com bancos podem acessar o Sistema de Mediação Digital do Conselho Nacional de Justiça. O sistema público e gratuito atende a queixas como falhas no atendimento bancário, operações financeiras equivocadas, cobrança indevida do cartão de crédito ou de taxas bancárias irregulares, entre outros, aproximando consumidores, bancos e empresas.  

Os usuários precisam se cadastrar e fazer uma busca pela instituição com a qual deseja dialogar. Em seguida, haverá exemplos de mensagens para facilitar o relato pelo usuário. A instituição bancária terá até 20 dias corridos para responder a solicitação de resolução de conflito e poderá entrar em contato diretamente com o consumidor, por meio de um telefone, ou pelo próprio sistema virtual. 

Firmado entre as partes, o acordo poderá ser homologado por um magistrado, também por meio da plataforma digital. Nesse primeiro momento, o foco do trabalho é dirigido para questões ainda não judicializadas e, caso não se chegue a um acordo, uma mediação presencial será marcada e deverá ocorrer nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). 

A ideia é que as ações em andamento também passem a ser solucionadas de maneira digital ainda este ano.  “O objetivo desse sistema é evitar a judicialização e facilitar a vida do cidadão que está insatisfeito com alguma dessas questões. Com o sistema, ele poderá, de qualquer lugar e em qualquer tempo, resolver um conflito, de maneira legal e definitiva”, explica André Gomma, juiz auxiliar da Presidência do CNJ 

Em 2012, ano do último levantamento do CNJ sobre os 100 maiores litigantes, o setor público e os bancos foram apontados como os setores que lideravam a lista, respondendo, sozinhos, por 76% dos processos em tramitação. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.  

Revista Consultor Jurídico, 2 de agosto de 2016, 21h08

Comentários de leitores

3 comentários

um passo a mais

AUGUSTO LIMA ADV (Advogado Autônomo - Tributária)

Mais uma enganação ao consumidor que pensa haver solução de conflitos através do judiciario sem a presença de advogado.

Excelente

Alair Cavallaro Jr (Bacharel)

Sou mediador/conciliador do Cejusc, por este motivo tenho plena certeza da eficiência da iniciativa, principalmente pela atual postura dos antes inatingíveis bancos, adotarem recentemente a postura de negociar. Fora a questão da judicialização de questões banais, nosso sistema judiciário não pode preocupar-se com estas pendencias.
Resta aos bancos, descerem ao mundo dos mortais e cederem à realidade de nosso país.

Continuam sem escutar

Vezzulla (Professor)

O que parece um avanço, chamando de mediação digital é mais um meio cifrado para não escutar o cidadão. O objetivo é não judicializar e não dar um melhor serviço ao usuário que precisa ser ouvido.

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