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Novo ciclo

Denúncias da "lava jato" passam agora a acusar núcleo político

O Ministério Público Federal anunciou nesta quinta-feira (14/5) ter entrado em um “novo ciclo” da operação “lava jato”, acusando agentes políticos que não contam com prerrogativa de foro. Treze pessoas foram citadas em três novas denúncias, entre elas os ex-deputados André Vargas (sem partido-PR), Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE) e a filha dele, Aline Corrêa (PP-PE).

As cerca de 20 acusações anteriores citavam empresários, agentes públicos (funcionários da Petrobras) e operadores (ligados a movimentações no mercado financeiro). “O esquema, como nós sabemos, era pluripartidário. Os principais partidos envolvidos, com as provas disponíveis até este momento, são PP, PMDB e PT”, afirmou o procurador da República Deltan Martinazo Dallagnol, que integra a força-tarefa da operação.

Uma das denúncias afirma que André Vargas participou de fraudes em contratos firmados entre a agência de publicidade Borghi Lowe com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde. Segundo o MPF, Vargas usava sua influência para conseguir a contratação de serviços, e cerca de 10% dos valores eram depositados em contas de empresas controladas por André Vargas e seus irmãos, Leon e Milton Vargas.

Outra acusação diz que o ex-deputado Pedro Corrêa negociou a nomeação de Paulo Roberto Costa como diretor de Abastecimento da Petrobras. Assim, imputa-se a ele a coautoria de todos os atos de corrupção passiva praticados por Costa na estatal. O MPF afirma também que ele e a filha contrataram uma empregada doméstica, sem formação técnica, como secretária parlamentar para desviar seu salário.

Luiz Argôlo é acusado de ter recebido vantagens indevidas do doleiro Alberto Youssef e de ter usado parte de sua cota para custear “viagens de interesse exclusivamente particular e ilícito” a São Paulo, nas quais visitou o escritório de Youssef. O doleiro, aliás, é denunciado mais uma vez. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-PR.

Leia a íntegra das denúncias:

Núcleo André Vargas
Núcleo Luiz Argôlo
Núcleo Pedro Corrêa

* Texto atualizado às 11h do dia 15/5/2015.

Revista Consultor Jurídico, 14 de maio de 2015, 21h57

Comentários de leitores

2 comentários

Banco de gafanhotos

Artur Colella - Advogado e Prof. Universitário (Advogado Autônomo - Tributária)

Fato vergonhoso para o Brasil e uma afronta contra a sociedade.
Políticos, empresários e tantos outros por aí formaram um VERDADEIRO BANDO DE GAFANHOTOS, que arrasou o País. Destruíram o pouco que há décadas conquistamos de estabilidade. UM verdadeiro BANDO DE GAFANHOTOS, homens irresponsáveis que não respeitou nem a própria família, deu para seu filho um "pirulito" pago com dinheiro da corrupção, que vergonha! Hoje o seu filho sabendo da origem do dinheiro que pagou um "ovo de chocolate" que ganhou na páscoa, um "brinquedinho" que ganhou no seu aniversário ou no dia das crianças, com certeza se envergonha de seu pai! Como é para essa criança, conviver com seus amiguinhos de escola, sem ter como se orgulhar de um pai que todos sabem sempre foi ladrão. Disso, podemos concluir que nem respeitou a sua própria família, o que podemos esperar nos da sociedade.
Essas delações premiadas fruto de um falso direito, só vai servir para NÃO PUNIR TODOS OS CULPADOS DESSE BANDO DE GAFANHOTO, e DESVIAR OS OLHOS DOS RESPONSÁVEIS POR TER EM TÃO POUCO TEMPO DESTRUIR O BRASIL!!!

Clínica geral

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Enfim, a quadrilha petista, como sempre, dedicando-se a 'clínica geral'

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