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Charlie Hebdo

Três suspeitos do massacre em jornal francês são mortos pela polícia

Três suspeitos de participar do massacre que matou jornalistas, desenhistas e funcionários do jornal satírico francês Charlie Hebdo na última quarta-feira (7/1), foram mortos pela polícia da França nesta sexta-feira. Após perseguição e cerco policial, os irmãos Said e Cherif Kouachi morreram em Dammartin-en-Goële, a noroeste de Paris. Um terceiro suspeito foi morto em um supermercado em Paris.

Os irmãos haviam se refugiado em uma gráfica no local e fizeram um refém, antes da troca de tiros com a polícia, que resultou na morte deles, conforme noticiou a Agência Brasil.

O terceiro homem morto manteve cinco reféns em um supermercado de alimentos kosher (consumidos por judeus). Segundo a Folha de S.Paulo, antes de tomar os reféns, ele disse a policiais: “Já sabem quem sou”, em aparente alusão ao ataque ao Charlie Hebdo.

Homem mata policial em ataque ao jornal francês Charlie Hebdo.

O mundo reagiu com horror e indignação ao ataque terrorista que matou 12 pessoas que trabalhavam na revista humorística francesa Charlie Hebdo, na tarde desta quarta-feira (7/1), em Paris.

Entre os mortos estão o diretor da revista, Stephane Charbonnier e outros três cartunistas, além dos dois policiais escalados para fazer a segurança da publicação. Acredita-se que três pessoas invadiram a redação da revista, no momento da reunião de pauta, atirando com metralhadoras AK-47. Um quarto terrorista teria ficado no carro que conduziu o grupo e deu-lhe fuga. Segundo testemunhas, os assassinos teriam dito que estavam vingando o profeta.

Além do terror provocado pela ação em si mesma, o atentado significa um dos mais cruéis ataques à liberdade de expressão nos últimos tempos. Como cabe a uma publicação de humor, Charlie Hebdo tratava com irreverência todos os temas que abordava, e de suas cáusticas sátiras não escaparam a intolerância e a violência de facções radicais islâmicas.

Desde 2006, quando publicou charges do profeta Maomé, originalmente produzidas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, o Charlie Hebdo vinha sendo alvo de ameaças de radicais islâmicos. Em sua última mensagem no Twitter, na manhã desta quarta-feira, a revista mostrava uma charge com a imagem de Al-Baghadi-Akr, o líder da facção radical Estado Islâmico desejando “os melhores votos, de fato” e acrescentando: “E sobretudo, saúde”.

A revista já havia sido vítima de um atentado a bomba em 2011, logo depois da edição que continha uma piada sobre a Sharia, a lei islâmica. “Vivíamos há oito anos sob ameaças, tínhamos proteção, mas não há nada que se possa fazer contra bárbaros que invadem com Kalashnikovs”, disse o advogado da revista, Richard Malka, após o atentado. “A revista apenas defendeu a liberdade de expressão, ou simplesmente a liberdade”.

Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2015, 15h36

Comentários de leitores

9 comentários

Ridículo

Resec (Advogado Autônomo)

É incrível como sempre há quem defenda "direitos humanos", ampla defesa e contraditório para terroristas (!)

Dr. Pintar

Observador.. (Economista)

Sua vontade de atacar é tão grande que obscurece suas idéias. O senhor - claro que sem perceber - acabou por concordar comigo.
Nestes países citados pelo senhor - e onde já estive - especialistas respeitados são aqueles que tem vivência na área, além da grande bagagem teórica . Isto explica os prêmios que o senhor citou.
Sua afetação já fez - há muito - o senhor nem perceber a total ausência de qualquer senso, inclusive os que - a carência - o senhor imputa aos outros.

Ridículo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Creio que entre todas as bobagens que comumente são ditas pelo inculto cidadão comum brasileiro, essa de que o Brasil é o país dos teóricos, supostamente, parece ser a maior de todas a bobas bobagens. O que se estuda no Brasil, em todas as áreas, é infinitamente menor do que em qualquer outro país de desenvolvimento equivalente, e milhares de vezes menor do que em qualquer país civilizado. Na Alemanha, Japão, Estados Unidos, etc., estuda-se tudo, teoriza-se sobre tudo, inclusive na área jurídica, enquanto nós aqui no Brasil estamos ainda na base do maçarico, da gambiara, da adaptação. Somos um país cheio de remendos e improvisos. Nunca tivemos um prêmio nobel. Nossa mais "produtiva" universidade está na colocação 300 em matéria de produção científica. Assim, chega a ser risível se dizer que temos muitos teóricos, mas infelizmente alguns parecem não serem dotados do devido senso comum de ridículo.

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