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Paradeiro descoberto

Após três anos foragido, médico Roger Abdelmassih é preso no Paraguai

O médico Roger Abdelmassih, condenado em 2010 à pena de 278 anos de prisão pela prática de crimes de estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, foi preso na tarde desta terça-feira (19/8) em Assunção, no Paraguai. Ele estava foragido desde 2011 e ainda aparece na lista de procurados pela Interpol.

Segundo o Ministério da Justiça, a prisão foi feita pela Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia em parceria com a Polícia Federal. Ele deve ser levado ao Brasil por Foz do Iguaçu (PR) e ser transferido posteriormente para São Paulo, em data ainda não definida.

O paradeiro de Abdelmassih (foto) foi identificado durante investigação do Ministério Público de São Paulo, que abriu novo procedimento para apurar suspeitas de favorecimento pessoal, falsidade ideológica e falsidade material envolvendo o médico. A Justiça paulista autorizou que as provas fossem compartilhadas com a PF.

O médico foi acusado de cometer 56 atos libidinosos, sendo três de estupro, contra 39 pacientes entre 1995 e 2008, na sua clínica de reprodução humana na capital paulista, segundo denúncia do Ministério Público. Ele ficou preso durante quatro meses, de agosto a dezembro de 2009, e conseguiu liberdade por decisão do Supremo Tribunal Federal.

O advogado José Luiz de Oliveira Lima, responsável pela defesa do Abdelmassih, disse que ainda não se manifestaria sobre a prisão. Com informações das Assessorias de Imprensa do Ministério da Justiça e do MP-SP.

Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2014, 18h07

Comentários de leitores

9 comentários

Ao radar (bacharel)

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Muito bem lembrado. Assisti, também, a entrevista com L.F.G e ele realmente tocou na ferida. (e curiosamente s/fazer propaganda dos cursos à distância, casualmente por ele ministrados) O que disse, alto e em bom tom, apesar de lamentável, é a mais pura verdade. Ouso ir além. Esse médico NÃO ficará preso provisoriamente por muito tempo (antes do T.J da decisão), mesmo tendo se escafedido para o puxadinho do Brasil (leia-se, Paraguai). Vozes no STF se levantarão para, em extenso arrazoado concessivo de outro H.C., interposto por algum "figurão" da classe dos "adevos" (ébrio ou não), propiciarem a ele nova liberdade condicional sob o surrado (mas sempre utilizado -quando interessa-) argumento de que não se pode condenar ninguém antes de passada em julgado a decisão definitiva, nada obstante a fuga empreendida. À tal aspecto certamente se repisará argumento surrado e exaustivamente expendido de que igualmente não se poderá "presumir" a sua repetição (discurso mais ou menos parecido quando o bigode engomado renovou o seu passaporte em flagrante intenção de "vazar" do país e, ainda assim, e alheio a isso,o titio G. Mendes assinou a sua passagem de ida sem volta, presumindo que o idiota se refugiasse na Líbia -onde n/há tratado de extradição e não na casa do vizinho). Não adianta. É assim que as coisas funcionam no Brasil e não fossem obviamente as tais vítimas pessoas de classe média alta (no mínimo), o tarado da 3ª idade estaria leve livre solto e principalmente "ereto".

Povão

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O que as massas não conseguem compreender é que é preciso cobrar do Judiciário uma solução justa e rápida, ao invés de um processo que se arrasta por décadas. O "povão" quer condenação (deu até rima), e não compreende que os processos não devem necessariamente terminar em condenações.

Ao Radar (Bacharel)

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Eu estava ouvindo uma entrevista do Luiz Flavio Gomes hoje, em uma rádio. Interessante ele afirmar que, Roger somente foi condenado em razão da importância, da influência e do nível social das vítimas. Do contrário, jamais teria sido condenado. E ele disse isso, após perguntarem sobre a razão da sua liberação pelo Supremo. Explicou que havia recurso pendente de apreciação pela segunda instância, e não se poderia presumir (legalmente) a sua fuga. E se mesmo com o passaporte expedido ele resolvesse ficar por aqui à disposição da Justiça. E acrescentou que não existe justiça penal isonômica, pois os "rigores da lei" não alcançam pessoas que sequer imaginam, no momento da condenação, como é a miséria, a pobreza e o sistema carcerário. Disse expressamente que justiça criminal não se aplica a quem não seja preto, pobre e prostituta, repetindo que ele somente foi condenado porque as vítimas eram pessoas de conceito social. Duvida? Ouça o podcast da Rádio Bandeirantes, programa "Manhã Bandeirantes" de hoje, 20/08. Se um ex-juiz, ex-promotor, ex-delegado afirma isso...
De outro lado, temos o caso do "atropelador da USP" e a "atropeladora de Vitor Gurman". Dois crimes idênticos, mas no primeiro caso, o infrator atropelou alguém da comunidade USP e é um "lascado". Já no segundo... E quem está em pior situação?
Diante da explicação que LFG deu sobre a "vida como ela é", entendo a razão da liberação de Roger. E se ele ficasse no Brasil, qual razão haveria para prendê-lo, a não ser a pressão das vítimas, que até espaço na TV Recordo conseguiram. Aliás, depois de tão extensa reportagem, eu pensei e disse para mim mesmo: "Tem detetive particular nesta história...".
Enfim... Neste caso a justiça foi feita, mas só por acaso...

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