Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

JusTube

Coronel compara prisões brasileiras e americanas

O Brasil tem a cultura da ressocialização do preso e os Estados Unidos a de punir. O ambiente da prisão americana é totalmente humano. No Brasil, tenta-se ressocializar o preso em um ambiente desumano. As comparações foram feitas pelo coronel Charles Saba, da Polícia Americana, no programo Direito e Justiça em Foco, que discutiu a Segurança Pública. Ele tem mais de 20 anos de experiência na criação e implementação de programas de treinamento para policiais na área internacional — incluindo gerenciamento empresarial, segurança aplicada, policiamento comunitário, proteção vip e SWAT.

O coronel criticou o indulto concedido a presos no país. Segundo ele, uma fatia desse presos vai sair nas ruas para cometer crimes. Saba diz que libera-se presos para assaltar em alguns casos.

O coronel lembra que nos Estados Unidos, se o criminoso é condenado a prisão perpétua morre na prisão sem redução de pena. “E se o preso briga com outro, fica na solitária por 30 dias. Esse tempo não é contado na pena. O sistema é rigído”, diz.

Na semana passada, os ministros do Supremo Tribunal Federal fizeram duras críticas ao sistema prisional brasileiro durante o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Provocados por Dias Toffoli, alguns dos ministros debateram a crise do sistema penitenciário no país.

Veja o vídeo abaixo em que o coronel compara os sistemas prisionais brasileiro e americano:

Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2012, 11h20

Comentários de leitores

2 comentários

Nós e eles

Eduardo R. (Procurador da República de 1ª. Instância)

É que nós somos idealistas, pretenciosos e piedosos e eles, realistas e pragmáticos. Enquanto nossos penalistas se inspiraram nos penalistas italianos, alemães e espanhóis (que vivenciaram infelizes ditaduras) e fazemos leis pretenciosas e alinhadas com a idéia dos bons propósitos morais do homem (e no final temos pena dos réus e lhes damos perdoamos), por outr lado, eles (ingleses e americanos), que não admitem ditaduras, não ligam para as doutrinas dos outros e se contentam com o que sabem que dá certo - por tradição própria - a boa e velha punição na justa medida.

Opinião rápida...

Azimute (Consultor)

O que está funcionando? Eles em punir ou nós em ressocializar?
Creio que o tema ressocialização é pertinente quando nos deparamos com aquele criminoso de mediana periculosidade, que cometera ilícito em situação ímpar e eventual. Mas falar em ressocializar traficantes ou sequestradores (que sabem dos recursos envolvidos em seus negócios) ou de pedófilos/estupradores (que têm desvios de personalidade - segundo a ciência NÃO modificável, talvez moldável, mas não substituível) é algo como dar um tiro n´água.
Traficantes conseguem gerir seus negócios até de dentro da penitenciária!!!! Como é que poderão aderir a projetos de ressocialização?
Nada obstante a dureza incrementada do ordenamento penal americano, mas penso que nosso caminho é na direção daqueles padrões, e não o inverso...
Claro, nossas instituições penais precisam passar por uma revisão COMPLETA, para se evitar essa brincadeira ridícula de apenados usando celular para gerencias suas "bocas", e para que quem lá entre saiba que precisa pagar uma dívida com a sociedade, e lhe vai custar algum conforto e liberdades. Não exatamente fazê-lo viver como um animal, mas lhe inculcar a idéia de que está alí porque fez algo reprovável, não para passar férias em hotel do governo, seja esse "hotel" bom ou não.

Comentários encerrados em 27/11/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.