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Profissão perigo

Homem é preso depois de invadir fórum para matar juiz

Um homem foi preso na tarde desta sexta-feira (27/1), em Guaraciaba do Norte, por invadir o Fórum do município para tentar matar um juiz. Segundo a Polícia Militar, o homem ficou revoltado pelo fato de a Justiça ter liberado uma pessoa acusada de integrar uma quadrilha suspeita de ter invadido a sua casa no fim do mês passado. O juiz não se encontrava no local e o indivíduo foi preso em flagrante, segundo noticiado pelo O Povo online.

Segundo informações repassadas ao jornal pelo capitão Artunane Aguiar, comandante da 2ª Companhia do 3º batalhão da Polícia Militar, o homem, identificado como Aldir Furtado Lopes, 45, chegou ao Fórum procurando pelo juiz Moisés Brisamar Freire. Ele chegou a atirar a esmo, atingindo uma porta do Fórum.

No momento, segundo o capitão, havia apenas alguns funcionários e o promotor. Aldir só teria parado de atirar quando foi informado de que o juiz não se encontrava no Fórum. Ninguém ficou ferido.

Aldir fugiu em um carro Chevrolet Agile e os funcionários do Fórum acionaram a Polícia Militar. Os policiais conseguiram interceptar o acusado, efetuando disparos contra os pneus do veículo. No carro, a Polícia encontrou uma espingarda calibre 12 e cartuchos deflagrados. O acusado confessou o seu objetivo à Polícia.

Ainda de acordo com o capitão Artunane, o responsável pela soltura que casou revolta no acusado não foi o juiz Miramar Freire. O homem que invadiu a casa de Aldir conseguiu liberdade por meio do Mutirão Carcerário, que acontece em Guaraciaba.

Diante do acontecido, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Ceará prestaram solidariedade ao juiz que foi vítima de atentado, distante 303 Km de Fortaleza. "O Tribunal Pleno se solidariza com o colega juiz. Já tomamos todas as providências junto ao secretário de Segurança Pública para apurar o caso", afirmou o presidente do TJ-CE, desembargador José Arísio Lopes da Costa, durante sessão plenária nesta sexta-feira (27/1).

O Pleno do TJ-CE se manifestou sobre o assunto depois de ter sido comunicado do fato pelo presidente da Corte, que considera um atentado ao Estado Democrático de Direito o ato praticado contra o juiz.

O desembargador José Arísio se reuniu com o assistente militar do tribunal, major Augusto Nirlando, e manteve contato com os órgãos estaduais (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e Polícia Militar), responsáveis pela segurança do município, inclusive do Fórum, para as providências cabíveis.

De acordo com o presidente da Comissão de Segurança Permanente do Poder Judiciário, desembargador Teodoro Silva Santos, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva devido à gravidade do fato, conforme prevê a nova reforma do Código de Processo Penal.

Onda de atentados
No dia 12 de janeiro, no Fórum de Rio Claro, no interior paulista, uma bomba explodiu. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori determinou que todas as providências necessárias fossem tomadas, inclusive com a requisição de escoltas. Há suspeitos de que a bomba foi motivada por vingança conta a juíza Cynthia Carretta.

A bomba estava dentro de uma caixa com pregos e esferas de chumbos. De acordo com o Tribunal de Justiça paulista, a caixa, destinada à diretora do Fórum, foi recebida às 13h15 e explodiu quando dois funcionários a abriram. Feridos, os dois foram socorridos e levados para a Santa Casa pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Antes, no dia 2 de janeiro, homens armados e encapuzados invadiram o fórum de Nova Serrana (MG), renderam quatro servidores e atearam fogo em duas salas da vara criminal. Cidade de 73 mil habitantes, Nova Serrana está a 124 quilômetros de Belo Horizonte. Antes de trancar os funcionários em uma sala, eles exigiram ser levados até o local onde eram guardados os processos que tramitam em segredo de Justiça. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-CE.

Revista Consultor Jurídico, 27 de janeiro de 2012, 20h32

Comentários de leitores

17 comentários

Resposta ao Sr. Advogado ACS - 3

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Estimado Senhor Advogado ACS:
A sua frase foi: "A unica diferença entre um juiz e um policial é que os primeiros recebem salários de mais de quinhentos mil reais e todos acham isto normal, enquanto o policial não receberá este valor nem em uma vida inteira de trabalho".
Isso dá a clara impressão, ao menos a quem não é da área jurídica, de que a remuneração MENSAL de um Magistrado é de R$500.000,00, mesmo que não tenha sido usada a palavra mensal. Até falou em "salários", no plural.
Se eu digo: fulano tem salário de mil reais, o que todos entendem? Que ele ganhou mil reais uma vez na vida, e trabalha todos os demais meses sem receber nada?
Quando o Judiciário desrespeitou uma lei relativa a benefícios de outras categorias?
Em que parte do Brasil há sistemático desrespeito ao teto remuneratório? A pergunta é, mesmo, séria, porque no ramo em que atuo é que não é.

Ao Dr. Magistrado.

acs (Advogado Assalariado)

Certamente V.Exa,por tão aterefado de trabalho cometeu um equivoco de pequena monta,senão vejamos;No meu comentário inicial disse que os magistrados recebiam salarios de quinhentos mil reais e em momento algum usei a expressão "todos os meses".Em hipotese alguma dei a entender que todos os magistrados do Brasil fossem injustos maldosos ou merecessem levar tiros,atitudes que não coadunam com minha natureza democratica e pacifista.Comentei,"em tese" e atribuí culpas a sociedade brasileira e não a um magistrado ou a todos os magistrados do Brasil.E por fim, se é certo que as remunerações são estabelecidas por lei, também é certo que há leis estabelecendo tetos para os subsidios, que são sistematicamente ignoradas.Se o judiciário ganha privilegios que os outros poderes não ganham,e fazem valer a lei exclusivamente em seu benefício,o que é fato, é odioso posto que a lei deveria valer "erga omnes" e é esta postura de privilegios e vantagens sem fim que a sociedade brasileira está questionando.

Resposta ao Sr. Advogado ACS - 2

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Estimado Senhor Advogado ACS:
Ganho excepcional é o que não se ganha toda hora. E, se algum magistrado ganhou R$500.000,00, isso foi excepcional (= aconteceu certamente só uma vez). Já da leitura do seu primeiro comentário que anunciou tal ganho, deduz-se claramente que os magistrados ganhem R$500.000,00 todo mês, e isso (de os magistrados ganharem R$500.000,00 todo mês) não corresponde à verdade.
Por outro lado, o fato de, alguma vez, no passado, haver sido deferida alguma verba a um restrito grupo de magistrados, isso não significa que todos os magistrados do Brasil sejam injustos, maldosos ou merecedores de tiros. Certo?
Os magistrados integram um Poder, e os servidores do Executivo, outro. Portanto, pode acontecer que, alguma vez, uns ganhem uma verba, e outros, não, e isso não pode ser atribuído a uma suposta maldade da Magistratura. Lembro que remuneração é definida em lei, ou seja, se determinado valor é pago aos magistrados, isso decorre de haver sido aprovado pelo Poder Legislativo (e, normalmente, com a assinatura do Chefe do Executivo).

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