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Motivação política

Cinco são condenados pela morte da deputada Ceci Cunha

O Júri popular condenou, nessa quinta-feira (19/1), o ex-deputado Talvane Albuquerque e mais quatro acusados pela morte da deputada Ceci Cunha, do marido e de dois parentes dela. O ex-deputado foi considerado o mandante do assassinato e outros quatro réus, os executores. A sentença foi lida pelo juiz André Granja, da 1ª Vara Federal de Alagoas. Os réus podem recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O julgamento acontece 13 anos depois de os crimes terem sido cometidos. As informações são da Agência Brasil

A deputada Ceci Cunha foi morta em dezembro de 1998, em Maceió, depois de ser diplomada no cargo. Ela visitava a irmã, que havia acabado de ter um bebê. Segundo o Ministério Público, o crime teve motivação política, pois o primeiro suplente da vaga era o ex-deputado, que queria ocupar o posto na Câmara dos Deputados para retardar o julgamento de processos que respondia na Justiça.

Na terça-feira (17/1), os acusados foram ouvidos e negaram participação no crime, inclusive os réus confessos. Eles alegaram que foram torturados para assumir a autoria. Na quarta-feira (18/1), a etapa de acusação e de defesa durou 10 horas, sendo que cada lado usou três horas para exposição. A acusação demonstrou por meio de gráficos, o rastreamento telefônico dos acusados e a movimentação da deputada, incluindo a rota de fuga dos supostos assassinos. O Ministério Público também mostrou a ligação gravada entre Talvane e o pistoleiro Chapéu de Couro para tratar da morte do deputado Augusto Farias, que, segundo o MP, acabou sendo substituído por Ceci Cunha.

Os advogados dos réus questionaram o depoimento da irmã de Ceci Cunha, Claudinete Maranhão, que sobreviveu à chacina com o filho, na época, um bebê. Para a defesa, ela deve ter se confundido quando reconheceu um dos acusados como autor dos disparos. Os advogados alegaram ainda que, desde o início do processo, as testemunhas estavam sugestionadas a culpar Talvane pela morte da deputada. A leitura da sentença deve terminar na manhã desta quinta-feira (19/1). 

Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2012, 10h48

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