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Ameaça de tiro

Acusados de extorquir padre têm prisão decretada

Dois acusados de extorsão de dinheiro contra o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, tiveram a prisão decretada. Atendendo a do Ministério Público paulista, a 25ª Vara Criminal da capital mandou prender o casal Anderson Marcos Batista e Conceição Eletério. Eles estavam foragidos desde 10 de fevereiro. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O promotor Eder Segura explica que os acusados ameaçaram "dar um tiro na cabeça" se o padre não lhes oferecesse dinheiro. Batista tem passagem pela Fundação Casa. A abordagem foi registrada por uma câmara de segurança. "Vou voltar armado e vou lhe matar, vou lhe dar um tiro na cabeça". Não pense você que eu tenho medo da polícia, não tenho, não", teria dito Conceição ao padre.

Não é a primeira vez que a dupla é acusada de extorsão. Entre 2007 e 2008, Batista e Conceição, ao lado de dois irmãos, foram processados por extorsão e por formação de quadrilha. Na ocasião, Lancelotti afirma ter pago R$ 150 mil ao grupo. Ele conta ter sentido medo e disse que acreditava poder “mudar as pessoas que o extorquiam".

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2011, 17h19

Comentários de leitores

2 comentários

Dinheiro público ???

. (Professor Universitário - Criminal)

Gostaria de saber se também está sendo apurado de onde o padre tirou dinheiro para entregar às pessoas que, supostamente, o estão extorquindo. Se ele deu R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), quem é que foi lesado, uma vez que padre não tem salário. O que se sabe é que o rapaz, que era ex-interno da instituição que o padre Júlio Lanceloti cuidava, alegou que tinha um caso amoroso com ele. Além de muito dinheiro deu-lhe um carro de luxo. Ora, se o padre recebia dinheiro público para sua instituição, esse caso deverá ser apurado nesse sentido e não, apenas, ficar decretando prisão do rapaz, por meras declarações do Padre Júlio. O Ministério Público, com certeza, irá se preocupar com essa situação.

HISTÓRIA DECANTADA E MAL CONTADA

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Eta historinha mal contada. Quem cederia a uma extorsão, SEM MOTIVO, apenas com medo de represália ? E quem, lidando exatamente com moradores de rua, pessoas sofridas, bandidos ou não, muitos sem nada a perder se proporia a esse benemérito trabalho,por anos a fio, sabendo do risco, se propenso a sucumbir diante de situação perfeitamente previsível ? Hum.... !!! Depois, afora o episódio da extorsão, seria de se esperar de um padre (que supostamente tenha feito seu voto de pobreza) tivesse tanto dinheiro disponível para 'comprar', várias vezes, o silêncio dos opressores ?

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