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No Rio

Operação da PF contra policiais prende 37

Mais dois policiais, que estão na lista de procurados da Operação Guilhotina, se entregaram nas últimas horas: o subtenente Marcos Antonio de Carvalho, da Polícia Militar, e o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, da Polícia Civil. Com isso, sobe para 37 o número de presos durante a operação, desencadeada nesta sexta-feira (11/2) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A informação é da Agência Brasil.

O objetivo é desarticular grupos de policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e armas, milícias e exploração de jogos ilegais, como jogo do bicho e caça-níqueis.

O subtenente Marcos Antonio de Carvalho se entregou na sede da superintendência da PF às 23h30 desta sexta-feira e foi transferido durante a madrugada para Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, zona norte do Rio. O inspetor Christiano Gaspar Fernandes se apresentou na madrugada de hoje (12) na 22ª Delegacia Policial, na Penha, zona norte da cidade, e foi levado para o presídio Bangu 8, no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste.

Um dos presos durante a operação Guilhotina é o delegado Carlos Alberto de Oliveira, que ocupou o cargo de subchefe da Polícia Civil do Rio. Ele é acusado de participação no esquema de recebimento de propina de traficantes de drogas.

Oliveira, que era atualmente subsecretário da Secretaria Especial de Ordem Pública da Prefeitura do Rio - cargo do qual foi exonerado - é acusado de envolvimento com uma milícia que comanda a favela Roquete Pinto, na zona norte do Rio. Essa milícia teria participado do desvio de armas apreendidas no Complexo do Alemão, ocupado por uma megaoperação policial e militar no fim do ano passado.

Foram mobilizados na operação 380 agentes de Polícia Federal e 200 policiais civis e militares do Rio para cumprir 45 mandados de prisão preventiva e 48 mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos. Entre os 37 detidos até agora, 20 são policiais militares, nove são policiais civis e o restante são pessoas suspeitas de terem alguma ligação com o crime organizado.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um dos presos é o PM Carlos Eduardo Nepomuceno Santos, conhecido como Edu, primo do traficante Marcinho VP, um dos líderes da facção criminosa CV (Comando Vermelho), segundo a PF. Marcinho VP está no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. 

Segundo a PF, os policiais se dividiam em quatro organizações : duas atuavam no fornecimento de armas e munições a traficantes de drogas; uma terceira estaria ligada a atividades de milícias que atuam em comunidades do Rio e também fornecia armas e munições ao tráfico; e outra faria segurança privada de grupos criminosos.

O Ministério Público Estadual, que instaurou inquérito para apurar a conduta de policiais, diz que a suspeita é que eles também se apropriavam de bens e valores confiscados em apreensões da polícia.

As investigações que levaram a operação tiveram início durante uma ação policial, ocorrida em 2009, que era conduzida pela Delegacia da Polícia Federal em Macaé - denominada Operação Paralelo 22, que tinha o objetivo prender o traficante Rogério Rios Mosqueira, conhecido como Roupinol, que atuava na favela da Rocinha junto com o traficante Antônio Francisco Lopes, o Nem.

Na relação dos 45 suspeitos, além do ex-subchefe da polícia, há 21 policiais militares e nove policiais civis. Veja os nomes de 43 dos 45 acusados:

Leonardo da Silva Torres (Torres Trovão) - inspetor da Polícia Civil

Aldo Leonardo Ferrari (Leo Ferrari) - cabo da Polícia Militar

Flávio de Brito Meister (Master) - inspetor da Polícia Civil

Jorge do Prado Ramos, conhecido como Steve - inspetor da Polícia Civil

André Luiz Aragão Mirandela - policial militar

Luis Carlos Magalhães

Floriano Jorge Evangelista de Araújo, conhecido como Xexa - policial militar

Ivan Jorge Evangelista de Araújo - policial militar

Wellington Pereira de Araújo - policial militar

Carlos Eduardo Nepomuceno Santos, conhecido como Edu - policial militar

Christiano Gaspar Fernandes, conhecido como Cristiano - policial civil

Ricardo Afonso Fernandes, conhecido como Afonsinho - policial militar da reserva

Carlos Antônio Luís de Oliveira, conhecido como doutor Oliveira - delegado da Polícia Civil

Giovanni Gaspar Fernandes (Giovanni)- policial civil

Marcos Antonio de Carvalho, conhecido como Marcos Paraíba - policial militar

Paulo Araújo Costa, vulgo Araújo - policial militar

Stanlei Couto Fernandes (Stanlei) - inspetor da Polícia Civil

Nilber Vinicius dos Santos, conhecido como Nilber - inspetor da Polícia Civil

Carlos Teixeira, conhecido como Bigu - policial militar

Roberto Luís Dias de Oliveira, conhecido como Beto Cachorro - policial militar

Ciel Brandão Martins, conhecido como Ciel

Roberci Teles Guilherme

Wagner Pinto da Silva, vulgo Russo

Alex Bento da Silva Souza, conhecido como Nike

Márcio Carlos Gomes da Silva, conhecido como Tico

Lenilson Roque Gonçalves, vulgo Biliu

Paulo Roberto da Silva Souza, conhecido como Paulinho Gaiola

Marcio Vinicius Tavares Xavier, conhecido como Marquinho Tiroteio

Hedreas Chaves Alves de Lima

André Luís Ferreira de Souza, conhecido como André Gari ou Raimundinho

Dilcimar Cunha Orofino

Helenio Dias Rodrigues - policial civil

Helenio Dias Rodrigues Junior (filho do Helenio)

Élcio Vieira de Queiroz - policial militar do 16º BPM (Olaria)

Marcelo Nakamura - policial civil

Fabricio Felix da Costa - policial militar do 16º BPM (Olaria)

Ézio Penudo Costa - cabo do 22º BPM (Maré)

Maurélio Pinto de Oliveira - policial militar do 22º BPM (Maré)

Adilson José da Silva - cabo do 13º BPM (Praça Tiradentes)

Teylon Silva - policial militar do Batalhão de Campanha

Ubiraci Moraes Damasceno - policial militar do Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (Gepe)

Tompson dos Santos - policial militar 9º BPM (Rocha Miranda)

Revista Consultor Jurídico, 12 de fevereiro de 2011, 17h14

Comentários de leitores

1 comentário

Quem não deve não teme!

gilbertjf (Outros - Administrativa)

Demorou muito pra isso acontecer! Que bom que tem gente boa e de coragem a frente da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. A sociedade não aceita mais corruptos nas polícias, digo, PF, PRF, civil e militar. Parabéns aos federais envolvidos nesta importante operação no Rio. Com relação à "invasão" da delegacia da civil do Rio, gostaria que tal medida fosse estendida, sem espetacularização, a todas as delegacias e batalhões da PM do Rio e de todo Brasil e também na PRF e PF para apurar irregularidades, desvios, etc..., enfim, uma espécie de auditoria pra fazer uma limpeza geral. Quem não deve não teme!

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