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Repercussão nacional

Acusado de matar ex-mulher vai a júri popular

Acontecerá nesta sexta-feira (19/08) às 8h30 o julgamento do borracheiro Fábio William Silva Soares, acusado de matar a ex-mulher, a cabeleireira Maria Islaine Pereira, no dia 20 de janeiro do ano passado, no bairro de Santa Mônica, em Belo Horizonte. O assassinato, que se deu com diversos disparos à queima roupa, foi gravado por câmeras de segurança do salão onde a vítima trabalhava. O caso ganhou repercussão nacional depois que o vídeo foi transmitido em diversos telejornais e também pela internet.

O borracheiro foi pronunciado em 15 de junho de 2010 por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, sem chance de defesa para a vítima e com emprego de meio que resultou em perigo comum). O réu vai ser julgado no salão do 1º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette. O juiz Christian Gomes Lima vai presidir a sessão.

Na fase de instrução do processo, foram ouvidas oito testemunhas, sendo três de acusação e cinco de defesa. Para o júri desta sexta-feira (20/8), foram arroladas 10 testemunhas, sendo cinco para cada uma das partes.

O Ministério Público vai ser representado pelo promotor Marino Cotta. Os advogados José Arteiro Cavalcante Lima e Marco Antônio Siqueira foram contratados pela família da vítima como assistentes da acusação. A defesa de F.W.S.S. será comandada por Ércio Quaresma Firpe.

O réu está preso no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O caso
O borracheiro Fábio William Silva Soares, de 31 anos, é acusado de matar a ex-mulher, a cabeleireira Maria Islaine Pereira, de 31, natural de São Sebastião do Rio Preto. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado.

Fábio levou apenas 48 segundos para invadir o salão de beleza de Maria Islaine e matá-la com oito tiros (quatro no peito, três nas costas e um na cabeça). Ele estava inconformado com o fim da relação e com a partilha dos bens. O crime, registrado pelas câmeras de segurança do salão, ocorreu às 8h40 de 10 de janeiro do ano passado, no Bairro Santa Mônica, Região de Venda Nova.

A cabeleireira havia registrado diversos boletins de ocorrência denunciando as ameaças. Quando ela morreu, a família entregou cópias das queixas à polícia, alegando que a tragédia já era anunciada e que nenhuma providência havia sido tomada. Em abril de 2009, Fábio foi enquadrado na Lei Maria da Penha e havia, inclusive, uma ordem judicial para ele não se aproximar de Maria Islaine.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Revista Consultor Jurídico, 18 de agosto de 2011, 21h17

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