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Desvio de recursos

PF prende secretário-executivo do Ministério do Turismo

A Polícia Federal prendeu 38 pessoas durante a Operação Voucher, deflagrada na manhã desta terça-feira (9/8). A operação foi montada, em parceria com o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União, para combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo, feito por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União, de acordo com as investigações.

Entre os presos estão o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, o segundo na hierarquia da pasta, e o secretário nacional de programas de desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins. Também foram detidos o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moisés, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Também foram presos empresários, cujos nomes não foram divulgados.

Ao todo foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e sete de busca e apreensão em Brasília, Macapá e São Paulo. Cerca de 200 policiais atuaram na operação. As acusações são de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação. As penas, no caso de condenação, podem chegar a 12 anos de reclusão.

Segundo a Assessoria de Imprensa da PF, os detidos em Brasília e São Paulo foram levados para Macapá nos aviões da Polícia. A Operação Voucher se baseou em informações da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários no Amapá, que apurou irregularidades em contratos do Ministério do Turismo e o Ibrasi, ligado à capacitação profissional para turismo no Amapá. Mais informações sobre as prisões serão divulgadas à tarde, em entrevista coletiva em Brasília. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 9 de agosto de 2011, 12h46

Comentários de leitores

2 comentários

É QUASE IGUAL

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

A situação, em verdade, continua praticamente a mesma do desgoverno Lula, com uma agravante. Na era Lula tínhamos 'quadrilhas' ocupando os ministérios. Como Dilma aumentou o número deles (para dar guarida aos indicados pelos partidos que financiaram a sua campanha ou por imposição dos empresários, idem), agora temos a outra modalidade expressa no mesmo artigo do C.Penal "bando".

A corrupção toma conta do País

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

No ano de 2010, ao contrário do que se diz, não tivemos no Brasil "eleições presidenciais" no sentido técnico da palavra. Na verdade, um grande grupo de trabalho comandado pelo Ex-Ministro que teve seu patrimônio multiplicado em várias vezes em poucos anos, realizou uma enorme negociata, talvez uma das maiores da história, oferecendo a máquina da União em troca de apoio e voto na eleição presidencial. Milhares de cargos públicos de livre nomeação e exoneração foi loteados dessa forma. Isso, conjugado com o embalo do bolsa família e outros incentivos sociais que beneficiam quem nada tem, fez com que Dilma se tornasse Presidente da República. Deu no que deu, e agora quem apoiou Dilma quer sua parte no enorme bolo, metendo a mão em toda cumbuca que acha pela frente. Nada além ou aquém do que era esperado, restando saber agora até quando os cidadãos honesto vão conseguir bancar esse trem da alegria.

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