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Atitude incompatível

Promotor é punido por tentar seduzir Suzane

A Corregedoria-Geral do Ministério Público de São Paulo decidiu aplicar uma pena de suspensão de 22 dias ao promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, de Ribeirão Preto. Ele é acusado por Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002, de tentar seduzi-la dentro da Promotoria. Berardo nega a acusação. A notícia é da Folha de S. Paulo.

Segundo a jovem, o promotor se ofereceu para ajudá-la e teria colocado uma música romântica quando ela foi ao gabinete dele, em 2007, depor sobre maus tratos na Penitenciária de Ribeirão, onde estava presa.

De acordo com a decisão publicada nesta terça-feira (14/9), no Diário Oficial do Estado, ele "descumpriu seu dever funcional" previsto na Lei Orgânica do Ministério Público Estadual. Segundo a decisão, o promotor deve "manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo".

De acordo com a Folha, o promotor invocou a justiça divina e afirmou que muitas das provas colhidas eram falsas e que pessoas "mentiram descaradamente". Nos 22 dias de suspensão, ele não vai receber salário. Procurada, a Corregedoria não disse a qual caso se refere a punição — alegou que o processo corre sob sigilo. Mas o promotor admitiu que é o caso de Suzane.

O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, disse na época, e reiterou nesta terça, que só soube pela imprensa do depoimento da cliente.

Revista Consultor Jurídico, 15 de setembro de 2010, 12h01

Comentários de leitores

12 comentários

O PAÍS DA JABUTICABA E OUTRAS COISAS

Richard Smith (Consultor)

Depois, como é que o referido promotor haveria de "ajudá-la", invalidando provas ou algo assim, se a Matricida/Parricida celerada é RÉ CONFESSA?!
Só para saber, pois só aqui, no país da jabuticaba e das coisas estranhas e contrárias ao senso comum, é que um pimenta neves da vida, outro réu confesso, se encontra em liberdade.
Aliás, em se falando em "excentricidades", quando é que a briosa Polícia Federal encontrará a orígem dos R$ 1,7 milhão do dossiê fajuto anti-Serra, apreendidos com os PeTralhas "aloprados" da cozinha do Babalorixá de Banânia e do seu revogavelmente irrevogável candidato mercadejante, há já quatro anos passados?
Perguntar não ofende.

O TIRO QUE SAIU PELA CULATRA!

Richard Smith (Consultor)

Que engraçado, do que eu me lembro é de um advogado que foi buscar lã e saiu tosquiado! Ou seja, colocou microfones na sua cliente, no sentido de possibilitar uma reportagem televisiva que a mostrasse como fragilzinha e infantil (lembram-se das pantufas da Minnie?) e quando a celerada saiu do controle e disse coisas que não estavam no "script"...
Então, aonde a violação do sigilo profissional se o próprio causídico a facilitou?!
E o que deveria fazer a emissora no seu dever de informar? Omitir-se?
É que a tramóia, ups, digo, a "estratégia de defesa" não funcionou. Saiu pela culatra.
E quem não se recorde ou não conheça, que procure se lembrar da atitude memorável do grandiosíssimo Sobral Pinto, que se recusou a patrocinar ação de um velho amigo por não ter tempo hábil de examinar os documentos e alegações e poder ver "SE A JUSTIÇA O ASSISTIA NO SEU PLEITO". Porque, disse mais, se o direito e a justiça não o assistissem, ESTARIA IMPEDIDO DE PATROCINAR A CAUSA!
Direito à maxima e melhor defesa POSSÍVEL não quer dizer autorização automática para a falsificação, a empulhação e ao desvirtuamento da verdade, como querem muitos por aí, não é?

Atitude de notória inocência

Meire (Estudante de Direito - Tributária)

Se o Promotor ficou sozinho em uma sala com Suzane von Richthofen, incorreu em uma atitude de notória inocência... A mocinha já mostrou há muito a que veio, afinal, já foi condenada pelo Judiciário por participação em homicídio de seus próprios pais...

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