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23 fevereiro 2010
Caso João Hélio
TJ-RJ anula decisão que inseriu jovem em programa
O desembargador Francisco José de Asevedo, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, anulou decisão que determinou a inserção do jovem envolvido na morte do menino João Hélio no Programa de Proteção às Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte. Para o desembargador, a decisão do juiz Marcius da Costa Ferreira, titular da Vara da Infância e da Juventude, foi proferida “sem a prévia audiência ao Ministério Público do Rio, parte na relação processual”.
Asevedo atendeu, em parte, pedido liminar do Ministério Público do estado. Segundo o desembargador, a “medida socioeducativa de semiliberdade, imposta por progressão, não podia e não foi extinta, devendo, pois, ser cumprida pelo agravado”.
Relator do recurso apresentado pelo MP, o desembargador determinou a imediata expedição do mandado de busca e apreensão do rapaz que, de acordo com o desembargador, está em local incerto e não sabido. Ele também determinou que a ONG Projeto Legal, executora do programa, seja notificada a fim de apresentar o jovem em juízo até o julgamento do mérito do recurso.
Já em relação ao pedido do MP de liminar para declarar a impossibilidade de entrega do jovem à ONG – Projeto Legal ou a qualquer terceiro estranho à execução, o desembargador disse que o mesmo fica prejudicado, em razão da determinação para a busca e apreensão do rapaz. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
00079536420108190000
Revista Consultor Jurídico, 23 de fevereiro de 2010
Comentários
Comentários de leitores: 6 comentários
Caso Champinha
Pena a Justiça do Rio não estar querendo ver isso:
www.estadao.com.br/noticias/ci
Justiça decide hoje se assassino de João Hélio terá proteção
Quem criou esse "menor"...
Direito ele não tem nenhum.Sua familia deveria pagar pelos seus gastos enquanto estiver preso.E o Estado deveria eliminá-lo, com dignidade, se existissem leis para isso.A mídia cumpriu o papel dela.Nesse caso não deu para ficar só nas sombrias gavetas das delegacias e dos autos.Vazou.Porque será???
Por uma justiça sem presença da mídia
Fosse maior o tempo, com certeza teríamos que aumentar consideravelmente as masmorras, principalmente as dedicadas a menores abandonados pelo Estado de Direito, baseado nos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana, que são incapazes de cumprir com a constituição e garantir o mínimo de dignidade aos futuros cidadãos brasileiros, que tem de escolher entre seguir bandidos ou a escravidão.
Seria muito bom se tivéssemos menos tempo, menos horas e menos dias, consequentemente, menos monstros da mídia.
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