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11 março 2009
Primeiro de abril
CPI dos Grampos convoca Protógenes e Lacerda
A CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas aprovou, nesta quarta-feira (11/3), nova convocação do delegado Protógenes Queiroz e do ex-diretor da Polícia Federal e da Abin, Paulo Lacerda. Protógenes e Lacerda já deram seu depoimento à CPI no ano passado.
O pedido de nova convocação, feito pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Nelson Pellegrino (PT-PE), aconteceu depois da publicação, no fim de semana, de reportagem da revista Veja. A revista revelou que Protógenes criou uma rede de espionagem durante a Operação Satiagraha, que grampeou e bisbilhotou autoridades dos três poderes, advogados e jornalistas.
O depoimento de Protógenes foi marcado para o dia 1º de abril. Ao anunciar a data, Pellegrino explicou disse que não há "coincidência" com o fato de Protógenes falar à comissão no "dia da mentira".
Depois da reportagem da revista, a CPI, que terminaria no domingo (15/3), teve seu prazo prorrogado por mais 60 dias. Nesta quarta, os deputados também aprovaram o convite ao delegado Amaro Vieira Ferreira, que chefia as investigações sobre o vazamento da Satiagraha. Também foram convidados a depor na CPI o ex-ministro José Dirceu e o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), que podem ter sido vítimas de escutas ilegais.
Os deputados decidiram, ainda, tornar públicos os documentos entregues pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que preside o inquérito do vazamento. Com exceção das gravações telefônicas, o juiz já havia derrubado o sigilo desses documentos. Para o juiz, não há problema em tornar os documentos públicos.
A CPI também aprovou convite para prestar depoimento o ex-agente da Abin, Francisco Ambrósio do Nascimento, cujo depoimento à CPI é diferente daquele feito à PF. Foi convidado ainda o agente da Abin Márcio Seltz, cujo depoimento tem contradições com o do delegado Paulo Lacerda.
Os deputados ainda aprovaram requerimento do relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), propondo diligência a São Paulo para conversar com juízes ligados às operações: Fausto De Sanctis e Ali Mazloum. Com informações da Agência Câmara.
Revista Consultor Jurídico, 11 de março de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 5 comentários
O poder do dinheiro...
O cara que não aceitou o R$ 1.000.000,00 agora está no banco dos réus...
Que vergonha!!!!
E tudo isso com o apoio do Sr. Gilmar Mendes.. o Guardião da Constituição... que piada de mal gosto!!!!
pobre Brasil
O triste é ver um presidente que seus eleitores esperavam mudanças radicais nessa prática pilantra, clientelista, desaforada, dos politicos tradicionais deste país, é realmente triste ver o presidente, em nome da governabilidade, deixar maculada sua biografia de estadista, que tem sido, realmente, com essa nódoa perversa.
Será que não conseguiremos ver ao menos um pouco de justiça prevalecendo?
Um presidente do supremo que protege seus interesses empresariais, defende banqueiro numa parcialidade indiscutivel, da entrevistas a torto e a direito, ate sobre materia sub judice, obrigando seus pares a aceitar como fato consumado barbaridades, como o caso da supressão de instancias em HC, e que chama o presidente as falas. Prorrogam a CPI dos grampos pois ficaria ainda mais evidente a farsa do grampo do Ministro (cade a gravação?)
O congresso, meu deus, uma casa de negocios, que vao desde verbas ate ministerios. É a governabilidade dos corruptos. Aonde isso vai acabar?
VERGONHA
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