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Disse-que-não-disse

Agricultor nega doação a prefeito de Diamantino

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A confusão em torno das doações de campanha ao prefeito eleito de Diamantino (MT), Erival Capistrano (PDT), continua. Depois de confirmar e negar que doou mais de  R$ 20 mil à campanha do prefeito, o agricultor Arduíno dos Santos voltou atrás. Em depoimento à Juíza Eleitoral da cidade, afirmou que não fez a doação e que foi pressionado a mentir por seu contador, Claudinei Espindola, atual secretário de Finanças da prefeitura.

Santos prestou depoimento, nesta terça-feira (13/1), à juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, na investigação eleitoral que apura representação feita pela coligação Todos por Diamantino, do segundo colocado nas eleições Juviano Lincoln (PPS). De acordo com as acusações apresentadas pela oposição, Capistrano recebeu três doações do agricultor, perfazendo um total de R$ 20,5 mil.

Num primeiro depoimento informal no Ministério Público Eleitoral, Arduino contou que tinha sido induzido a assinar recibos pelas doações que ele dizia não ter feito. Como não portava documentos na oportunidade, ficou de confirmar o depoimento posteriormente. Levado ao juizado eleitoral,porém, ele negou e disse ser sua a assinatura posta nos recibos. Num terceiro e último depoimento nesta terça-feira (13/1), Santos voltou a dizer que não fez as doações, não assinou os recibo.

De acordo com o jornal O Divisor, de Diamantino, Santos afirmou ter sido pressionado pelo seu contador, José Claudinei Espindola, e por  Oliseu Batista. O primeiro é o secretário de Finanças e o segundo o secretário de Obras da nova administração municipal. 

“O Claudinei (Pato) disse para eu mentir, que não ia acontecer nada comigo, eu me arrependi desde o primeiro dia (...) Eu sou um cara que não gosta de coisa errada, eu não mereço isso que fizeram para mim, me pegaram na surpresa.” disse o agricultor em seu depoimento.

Segundo o jornal, outros dois supostos doadores da campanha do prefeito eleito, Vilmar Hiller e Hélio Teixeira dos Passos,  reformaram depoimentos anteriores e negaram quefossem deles as assinaturas constantes nos recibos das doações. a ele atribuídas. Na audiência de terça-feira, também acusaram o contador José Claudinei de ter assinado os recibos atribuido a eles.

Hiller admitiu ter doado R$ 5. 360, mas disse que não assinou nem autorizou José Claudiei, que também é seu contador, a assinar o recibo eleitoral. Passos diz ter doado R$ 12 mil, em duas parcelas, uma de R$ 7 mil e outra de R$ 5 mil. A entrega foi em dinheiro vivo. Mas também não assinou o recibo da doação, que também teria sido assinado por seu contador, o mesmo José Claudinei Espindola.

Segundo o jornal, o prefeito Erival Capistrano e o secretário de Obras Oliseu Batista devem prestar depoimento à juiza de Diamantino no próximo dia 29.

Em outro processo, a Justiça Eleitoral rejeitou a prestação de contas de Capistrano, por entender que não foi explicado o destino de uma doação recebida de  R$ 2 mil. Recurso do prefeito contra a decisão do juiz Newton Franco de Godoy aguarda julgamento no Tribunal Regional Eleitoral.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2009, 14h05

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